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Rizicultores sergipanos terão novo modelo de beneficiamento e comercialização do arroz

A Codevasf, por meio da Superintendência Regional de Aracaju (SE), viabilizou a contratação de consultoria especializada em beneficiamento e mercado do arroz, atendendo solicitação dos rizicultores dos perímetros irrigados de Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume.
publicado: 03/11/2011 16h32, última modificação: 20/06/2018 17h12

A Codevasf, por meio da Superintendência Regional de Aracaju (SE), viabilizou a contratação de consultoria especializada em beneficiamento e mercado do arroz, atendendo solicitação dos rizicultores dos perímetros irrigados de Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume.

Após reuniões e seminários promovidos pela Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), com a participação dos irrigantes, representantes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), governo do estado de Sergipe (SEAGRI), prefeituras municipais e demais instituições parceiras, os produtores identificaram que o principal “gargalo” para viabilizar a diversificação da comercialização da produção de arroz da região, principalmente via Conab, é o seu processamento mínimo através de uma infraestrutura de apoio.

Após visitas técnicas e reuniões com os produtores, o consultor Mario Sérgio Azeredo definiu a forma mais adequada de se implantar uma infraestrutura de processamento mínimo de apoio a comercialização. Deverão ser construídas seis unidades descentralizadas: três no perímetro irrigado de Betume (cada uma com capacidade de processamento máximo de 500 toneladas/mês e armazenagem de 750 toneladas/mês); duas no perímetro irrigado de Cotinguiba/Pindoba (cada uma com capacidade de processamento máximo de 300 toneladas/mês e armazenagem de 450 toneladas/mês); e uma no perímetro irrigado de Propriá, com capacidade de processamento máximo de 300 toneladas/mês e armazenagem de 450 toneladas/mês. As unidades deverão ser compostas de sistemas de pré-limpeza e limpeza, secadores a gás e galpão de armazenagem. O próximo passo será a abertura de um processo licitatório para estruturação das unidades, o qual já se encontra em processo de confecção dos termos de referência e das especificações técnicas.

Para o chefe da Unidade de Apoio a Produção da Codevasf em Sergipe, engenheiro agrônomo Ricardo Martins, a implantação das unidades descentralizadas de processamento mínimo para apoio a produção nos perímetros irrigados de Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume irá contribuir para normalizar a forma de comercialização do arroz na região. “Isso irá proporcionar ao produtor maior flexibilização no momento de vender seu produto, já que o arroz após o processamento preconizado nas unidades descentralizadas estará limpo e com sua umidade dentro de padrões requeridos pela Conab, permitindo sua armazenagem por mais de um ano. O produtor terá como comercializar sua produção via Conab ou da melhor forma que lhe convier, auferindo assim melhores preços e consequentemente melhorando sua renda familiar”, explica Martins.