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Projeto Doces Matas recupera mata ciliar em Sergipe

A Codevasf em Sergipe, por meio do Projeto Doces Matas, continua o processo de recuperação de matas ciliares integrado à apicultura, no contexto do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco
publicado: 23/04/2007 09h56, última modificação: 20/06/2018 17h07

A Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, por meio do Projeto Doces Matas, dá continuidade ao processo de recuperação de matas ciliares integrado à apicultura, no contexto do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco. Cerca de 100 famílias residentes em assentamentos e povoados participam da ação, que envolve entrega de 120 colméias e plantio de 50 mil mudas nativas, especialmente de matas ciliares no Baixo São Francisco.

A ação, que beneficia a bacia do rio Betume, teve início no último final de semana, no povoado Alagamar, município de Pirambu. O cronograma prossegue até o dia 19 de maio com atividades no povoado de Badajós e Assentamento Caraíbas, município de Japaratuba, Zona da Mata sergipana (dia 05); no município de Monte Alegre e no povoado de Sítios Novos, em Poço Redondo (dia 12) e povoado de Lagoa do Rancho, município de Porto da Folha (dia 19).

Iniciado em 2005, o Projeto Doces Matas hoje está inserido nas ações do Programa Nacional de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e do Programa de Arranjos Produtivos Locais em Apicultura. Concebido pela Codevasf para agregar valor e renda às ações de conservação ambiental da bacia, o projeto pretende, nesta primeira fase, recuperar aproximadamente 80 hectares de matas ciliares e cinco nascentes, hoje aterradas, e já conta com importantes parceiros como o Instituto Bioterra, que investe, em 2007, mais R$ 300 mil no Projeto, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

Para o superintendente regional Antonio Viana Filho, "a recuperação ciliar tem que ser integrada a processos econômicos. As comunidades precisam, primeiramente, se sustentar para, somente depois, conservar o meio ambiente. A apicultura é um segmento que permite isso, já que a floresta é fundamental para produção do mel. Assim, as famílias aumentam sua renda ao tempo em que colaboram com a manutenção da floresta. Acreditamos que essa é uma das formas de se obter sucesso na revitalização da Bacia".

Segundo o Engenheiro Florestal Ronaldo Fernandes, coordenador da ação, "a questão florestal é hoje uma necessidade no Baixo São Francisco. As florestas estão sendo degradadas em ritmo acelerado, porque as comunidades não vêem no recurso florestal uma fonte de renda sustentável. A Codevasf espera que, por meio da apicultura e uso de sementes florestais para o artesanato, se possa mudar essa visão da floresta".

Fernandes ressalta, ainda, a formatação da Rede de Sementes Florestais do Baixo São Francisco, em parceria com a Chesf, Incra, Ibama, Ministério do Meio Ambiente, Codevasf - Alagoas, Instituto Bioterra e Instituto Xingó. Para consolidação da Rede, foram assegurados para este ano R$ 150 mil do Programa de Revitalização, além de R$ 50 mil para inclusão digital dos jovens que irão integrar a Rede. Os jovens rurais estão sendo envolvidos pelo Projeto Amanhã, que a Empresa desenvolve.

INVESTIMENTOS

Em 2006, com recursos do Programa de Revitalização do Rio São Francisco, a Codevasf investiu inicialmente R$ 350 mil por meio de convênio com o Instituto Xingó e já foram plantadas 15 mil mudas no Semi-Árido e Zona da Mata sergipana, com benefício para as áreas de cabeceira dos rios Betume e Capivara, além das principais nascentes desses dois rios.