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Projeto de piscicultura familiar em Angola recebe orientação de engenheira da Codevasf

A Codevasf deu mais uma contribuição importante para o desenvolvimento da piscicultura familiar em Angola. A engenheira de pesca Ana Helena Gomes, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume, acaba de retornar da província de Cabinda, onde participou da caracterização da produção de tilápia em viveiros, auxiliando técnicos angolanos que foram formados pela Codevasf durante seis meses em Sergipe.
publicado: 22/08/2013 17h10, última modificação: 20/06/2018 17h17

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) deu mais uma contribuição importante para o desenvolvimento da piscicultura familiar em Angola. A engenheira de pesca Ana Helena Gomes, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume (CIB), acaba de retornar da província de Cabinda, onde participou da caracterização da produção de tilápia em viveiros, auxiliando técnicos angolanos que foram formados pela Codevasf durante seis meses em Sergipe.

Durante o trabalho em Angola, Ana Helena visitou quatro comunidades rurais onde houve a implantação do projeto gerido pelo Instituto de Desenvolvimento da Pesca Artesanal e da Aquicultura de Angola (IPA) e pela ONG Visão Mundial, com financiamento da Chevron, além da identificação de problemas e a proposta de correções para o modelo de produção adotado no projeto.

Na ocasião, a chefe do Centro Integrado de Betume também representou a Codevasf em audiência com a ministra da Pesca da República de Angola, Victória de Barros Neto. De acordo com Ana Helena, o país africano já estuda o envio de novos estudantes para serem formados na área de piscicultura por técnicos da Codevasf. O convênio formado entre os dois países para fortalecer o setor em Angola, desestruturado após a guerra civil que assolou o país por décadas, está em processo de renovação.

A engenheira de pesca da Codevasf considera que sua visita ao país africano, além de estreitar os laços entre as duas nações, contribuiu para consolidar o apoio da Codevasf à economia angolana e para reforçar a importância estratégica do Centro Integrado de Betume. “Além de contribuir com o desenvolvimento da piscicultura em Angola, nós acumulamos experiência, porque os nossos técnicos também se capacitam ao participar de uma ação como essa”, declarou.

Durante os seis meses em que foram treinados em Sergipe, os dez técnicos angolanos aprenderam técnicas de reprodução artificial de peixes, alimentação, produção de alevinos e controle de qualidade da água. O objetivo foi capacitar esses técnicos para operarem centros de apoio à pesca do IPA, criados para exercer atividade semelhante aos centros integrados mantidos pela Codevasf e também com o intuito de diversificar a economia primária de Angola e aquecer a economia nacional.

Ao mesmo tempo em que se firma como referência internacional, o Centro Integrado de Betume recebe investimentos da ordem de R$ 4 milhões para reforma e ampliação da unidade. As obras, já em andamento, vão possibilitar o aumento da produção de alevinos (ampliando a capacidade instalada para 8 milhões de alevinos por ano), a inserção de novas espécies de peixes nativos e exóticos e a realização de novas pesquisas. A reforma será concluída em 2014.

Ouça a notícia da Rádio Codevasf:

http://www.codevasf.gov.br/principal/promocao-e-divulgacao/central-de-radio/materias-e-entrevistas-2013/26-projeto-de-piscicultura-familiar-em-angola-recebe-orientacao-de-engenheira-da-codevasf.mp3