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Piscicultores do Baixo São Francisco recebem assistência técnica da Codevasf

Uma equipe multidisciplinar formada por técnicos do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua São Francisco) realiza, desde 2010, um trabalho de assistência técnica e extensão rural (ATER) na área de qualidade de água com piscicultores familiares do Perímetro Irrigado do Itiúba.
publicado: 09/11/2011 16h25, última modificação: 20/06/2018 17h12

Uma equipe multidisciplinar formada por técnicos do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (Ceraqua São Francisco) realiza, desde 2010, um trabalho de assistência técnica e extensão rural (ATER) na área de qualidade de água com piscicultores familiares do Perímetro Irrigado do Itiúba, situado no município de Porto Real do Colégio, Baixo São Francisco alagoano. A equipe multidisciplinar é formada por engenheiros de pesca, biólogo, técnico em aquicultura, químicos e médico veterinário com atuação no Ceraqua São Francisco, centro tecnológico da Codevasf.

De acordo como o engenheiro de pesca Álvaro Albuquerque, chefe do Ceraqua São Francisco, uma parte representativa dos agricultores irrigantes do Perímetro do Itiúba desenvolve atividades em piscicultura paralelas às atividades agrícolas tradicionais, como o plantio do arroz. No entanto, eles não possuíam conhecimento suficiente para o desenvolvimento das atividades piscícolas.

“Como centro produtor de tecnologia de referência nas áreas de aquicultura e recursos pesqueiros, temos o papel, dentro da cadeia produtiva da piscicultura, de levar o conhecimento produzido aos piscicultores da região. Essa é uma das missões do Ceraqua São Francisco, promover a revitalização da bacia hidrográfica do rio São Francisco, o que também significa a inclusão produtiva das populações da região da bacia do 'Velho Chico' a partir de assistência técnica especializada”, explicou o chefe do Ceraqua São Francisco.

Segundo Albuquerque, o trabalho de assistência técnica consiste no levantamento de dados e informações sobre os parâmetros físicos e químicos das águas dos viveiros escavados utilizados pelos piscicultores para criação de peixes. Ao final do cultivo, a equipe multidisciplinar realiza a identificação de dados sobre a produção de pescado com informações como a data de povoamento dos viveiros, as espécies cultivadas, o tempo de criação e a quantidade produzida no momento da despesca. A avaliação desses dados permitem que a equipe do Ceraqua São Francisco possa corrigir possíveis distorções que prejudicam os cultivos de peixes.

Para medir a qualidade da água em viveiros de criação de peixes, os técnicos do Ceraqua São Francisco utilizam diversas variáveis, a exemplo da quantidade de oxigênio dissolvido na água, pH, dióxido de carbono livre, alcalinidade total, dureza, condutividade elétrica, temperatura, transparência, nutrientes, abundância de plâncton, dentre outros.

Para o engenheiro de pesca da Codevasf, as informações sobre a qualidade da água são fundamentais para que o piscicultor possa conhecer o nível de sobrevivência, crescimento, produção ou manejo de peixes em seus cultivos. Ele ainda acrescenta que, na implantação de qualquer sistema de criação de peixes, torna-se importante a avaliação quantitativa e qualitativa da água utilizada, o que possibilitará ao piscicultor tomar a melhor decisão sobre o manejo empregado no negócio aquícola.

As espécies mais cultivadas pelos piscicultores familiares do Perímetro do Itiúba são o tambaqui, a tilápia e o curimatã-pacu, espécies de alta linhagem genética produzidas pelo Ceraqua São Francisco a partir de alevinos selecionados. Isso tem permitido melhores resultados de produção por parte dos piscicultores familiares.

Os técnicos do Ceraqua São Francisco também identificaram a necessidade de adequação do manejo em alguns cultivos de peixes no Perímetro de Itiúba. “Presenciamos cultivos nos quais os piscicultores precisam se inteirar das recomendações da equipe de ATER. Observando isso, eles poderão obter melhores resultados dos cultivos com redução de custos e aumento da produção, resultando no aumento da renda familiar para o pequeno empreendedor aquícola do Baixo São Francisco alagoano”, concluiu Álvaro Albuquerque.