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Novas variedades de uva serão testadas no vale do São Francisco

Com investimento de R$ 2,9 milhões, será assinado na segunda-feira (7), em Petrolina, um convênio para implantação do projeto “Adaptação de novas cultivares de uva de mesa no Vale do São Francisco”, que vai beneficiar mais de uma centena de pequenos produtores de uva e mais de 40 mil trabalhadores empregados nessa atividade na região.
publicado: 07/11/2011 09h30, última modificação: 20/06/2018 17h12

Com investimento de R$ 2,9 milhões, será assinado na segunda-feira (7), em Petrolina, um convênio para implantação do projeto “Adaptação de novas cultivares de uva de mesa no Vale do São Francisco”, que vai beneficiar mais de uma centena de pequenos produtores de uva e mais de 40 mil trabalhadores empregados nessa atividade na região.

A parceria será entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), ligada ao Ministério da Integração Nacional, e a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (SECTEC). O evento ocorrerá às 16h.

A assinatura contará com a presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e do presidente em exercício da Codevasf, Clementino de Souza Coelho. Participam também do ato, o diretor interino da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Guilherme Almeida, e do secretário de Ciência e Tecnologia de Pernambuco, Marcelino Granja de Menezes.

De acordo com o projeto, o objetivo é implantar para teste e avaliação pelo menos 68 novas variedades de uvas sem sementes e duas variedades com semente, visando selecionar as 30 novas variedades com maior probabilidade de adaptação às condições agroecológicas do Submédio São Francisco, no Semiárido. Serão consideradas as seguintes características para as novas culturas: produtividades de cerca de 30 t/ha; resistência pós-colheita para longos períodos de armazenagem; resistência a chuva, com duas safras anuais, além de sabor e aspectos agradáveis.

Os estudos para elaboração do projeto apontaram a necessidade de um novo programa de introdução, adaptação e desenvolvimento de técnicas de manejo de novas cultivares de uvas finas de mesa, bem como a capacitação de técnicos e produtores para garantir a competitividade e a sustentabilidade da viticultura de mesa no Nordeste. Apesar do excelente desempenho dos vinhedos da região, principalmente a partir da década de 80, atualmente, a viticultura da região e do Brasil passa por uma crise que decorre da dependência dos produtores das três cultivares que foram adaptadas para a mais de 15 anos e que atualmente apresentam alto custo de produção pelo emprego de muita mão-de-obra, reguladores de crescimento e alta susceptibilidade a chuvas ocasionais.

Além de implantar novas cultivares para teste, o objetivo do projeto é avaliar o potencial produtivo das uvas produzidas quanto às suas características comerciais de cor, tamanho do cacho, tamanho e sustentação das bagas, dentre outros aspectos. Serão estudados, também, os métodos para condução do cultivo, envolvendo adubação, irrigação, condução de sarmentos, podas, fertilidade de gemas, indução floral e manejo do cacho. O projeto contempla, ainda, capacitação de produtores quanto ao manejo adequado das novas cultivares selecionadas para obtenção de uvas de alta qualidade.