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Novas frutas para o Vale do São Francisco

22 de novembro de 2010 será uma data histórica para o Vale do São Francisco. Neste dia, foram plantadas as primeiras mudas de maçã, pêra e caqui no Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho. No ensaio para produção em escala comercial, 1000 macieiras, 1000 pereiras e 450 caquizeiros, vindas do Paraná, serão testadas numa área de 1,5 hectare irrigado de um lote agrícola no Núcleo Habitacional IV (N4). O processo de adaptação climática, floração e frutificação das plantas terá acompanhamento do pesquisador da Embrapa Semi-árido, Paulo Roberto Coelho Lopes, que desde 2005 trabalha nos estudos para diversificar a fruticultura na região.
publicado: 24/11/2010 10h40, última modificação: 20/06/2018 17h09

22 de novembro de 2010 será uma data histórica para o Vale do São Francisco. Neste dia, foram plantadas as primeiras mudas de maçã, pêra e caqui no Perímetro de Irrigação Senador Nilo Coelho. No ensaio para produção em escala comercial, 1000 macieiras, 1000 pereiras e 450 caquizeiros, vindas do Paraná, serão testadas numa área de 1,5 hectare irrigado de um lote agrícola no Núcleo Habitacional IV (N4). O processo de adaptação climática, floração e frutificação das plantas terá acompanhamento do pesquisador da Embrapa Semi-árido, Paulo Roberto Coelho Lopes, que desde 2005 trabalha nos estudos para diversificar a fruticultura na região.

A inserção da maçã no Nilo Coelho é resultado do Projeto de Integração e avaliação de culturas alternativas para as áreas irrigadas do semiárido brasileiro desenvolvido pela Embrapa Semi-árido com financiamento da Codevasf, Banco do Nordeste e Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco – Facepe. Só a Companhia repassou cerca de R$ 1 milhão para o projeto.

“Os investimentos em pesquisas são responsáveis pelo fortalecimento do agronegócio no Brasil. E são as inovações científicas e tecnológicas que proporcionaram a introdução dessas três novas variedades agrícolas no Vale do São Francisco”, destaca o superintendente da Codevasf em Pernambuco, Luís Eduardo Frota ao ressaltar que nessa fase preliminar serão verificados, entre outros aspectos, o desempenho agronômico, a vulnerabilidade e a lucratividade dessas culturas para os produtores do Perímetro Nilo Coelho. 

O cultivo da maçã numa região com altas temperaturas durante a maior parte do ano ganhou destaque no campo científico. Isso porque a maçã é uma fruta de clima temperado, algumas variedades exigem entre 300 e 350 horas de frio com temperatura em torno de 7º C. Contudo os limites climáticos estão sendo superados.

No campo experimental da Embrapa, localizado no Perímetro de irrigação Bebedouro, já estão sendo colhidas duas safras do fruto da macieira.

No Vale do São Francisco, as variedades de maçã que tiveram melhor adaptação ao clima quente da região foram Eva, Julieta e Princesa. Elas sofreram indução genética para frutificarem no período da entressafra nacional, o que coincide com os meses de junho e julho, tradicionalmente os mais frios no Sertão com média de temperatura mínima oscilando de 18º a 20º C.

A maçã, agregado ao fato de reduzir em 35% o risco de câncer intestinal, é uma fruta em expansão no mercado agrícola. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior apontaram o crescimento de 18% nas exportações de maçãs alcançando em 2008 um faturamento de US$ 80 milhões para a balança comercial do Brasil.