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Estruturação da piscicultura familiar em Sergipe

Com o intuito de solucionar os gargalos existentes na piscicultura familiar, a Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, por meio da Unidade de Desenvolvimento Territorial e do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume (4ª CIB), executa o projeto-piloto de estruturação da piscicultura familiar no Baixo São Francisco Sergipano. A ação beneficia as comunidades do Tigre, Junça e Piranhas, no município de Pacatuba, atendendo cerca de 70 famílias que criam peixes em reservatórios.
publicado: 08/07/2011 10h48, última modificação: 20/06/2018 17h11

Com o intuito de solucionar os gargalos existentes na piscicultura familiar, a Superintendência Regional da Codevasf em Sergipe, por meio da Unidade de Desenvolvimento Territorial e do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Betume (4ª CIB), executa o projeto-piloto de estruturação da piscicultura familiar no Baixo São Francisco Sergipano. A ação beneficia as comunidades do Tigre, Junça e Piranhas, no município de Pacatuba, atendendo cerca de 70 famílias que criam peixes em reservatórios.

O objetivo do projeto é criar uma metodologia para realização de peixamentos, com base em critérios técnicos, sociais e ambientais, que possa ser expandida para os 28 municípios do baixo São Francisco Sergipano.

O projeto foi dividido em três etapas. Na primeira, realizou-se reuniões com as comunidades visando a apresentação do projeto, objetivos e importância ambiental e social. Em seguida, procedeu-se as visitas a membros das comunidades que já criavam ou pretendiam criar peixes, havendo o preenchimento de um questionário contendo informações sobre o beneficiário, a propriedade, o corpo hídrico, o destino da produção, dentre outros. Em paralelo à aplicação do questionário, foi realizado o georeferenciamento, dimensionamento e estudos limnológicos dos reservatórios, e, em alguns casos, a realização de coletas ictiológicas visando a verificação das espécies de peixes que se encontram nos corpos hídricos.

Segundo o biólogo Thompson Ribeiro, chefe da Unidade de Desenvolvimento Territorial da Codevasf em Sergipe, ”esses procedimentos são importantes para que a empresa conheça mais detalhadamente o perfil do seu público e os reservatórios que recebem os alevinos, determinando os seus volumes e outras características físicas, químicas e biológicas, possibilitando a realização dos peixamentos com a quantidade certa de alevinos e obedecendo diversos critérios, incluindo os ambientais”.

Após os levantamentos preliminares, iniciou-se a segunda etapa do projeto, com o fornecimento de 100 mil alevinos de curimatá (Prochilodus argenteus), espécie nativa da bacia do São Francisco, oriundos do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros de Betume, que foram embalados de maneira a fornecer a quantidade correta de peixes para cada criador. Foram também fornecidos aos pequenos produtores telas para a confecção de berçários, pequenos cercados onde os peixes devem permanecer por um período de cerca de dois meses até atingirem o tamanho ideal para se defenderem dos predadores existentes nas lagoas.

Atualmente, está sendo realizada a terceira e última etapa. A fase consiste no acompanhamento do crescimento dos alevinos e da determinação da produção gerada, podendo assim, obter-se dados estatísticos que são escassos nessa modalidade de piscicultura.