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Codevasf incentiva a produção de artesanato feito pela juventude do Sistema Itaparica

No Sertão de Pernambuco, sete jovens do Perímetro Irrigado Barreiras - Bloco 1, integrante do Sistema Itaparica, localizado em Petrolândia, estão unidos para reestruturar o grupo de jovens Criando Artes em Fibras (CAF) e produzir artesanato feito com fibras de bananeira. Durante alguns dias da semana, eles se reúnem para preparar a matéria prima e produzir peças.
publicado: 02/05/2011 09h21, última modificação: 20/06/2018 17h10

No Sertão de Pernambuco, sete jovens do Perímetro Irrigado Barreiras - Bloco 1, integrante do Sistema Itaparica, localizado em Petrolândia, estão unidos para reestruturar o grupo de jovens Criando Artes em Fibras (CAF) e produzir artesanato feito com fibras de bananeira. Durante alguns dias da semana, eles se reúnem para preparar a matéria prima e produzir peças.

O desenvolvimento da atividade conta com o apoio da Superintendência Regional da Codevasf em Petrolina (PE), por meio da Assistência Técnica e Extensão Rural, que, além de acompanhar a estruturação do grupo, viabiliza ações quem visam a ampliar a geração de renda das famílias reassentadas.

O grupo ainda está na fase inicial da confecção do artesanato. De acordo com os jovens artesãos, o objetivo é o de aprender a melhor forma de trabalhar com as fibras e de moldar os objetos básicos para, gradativamente, chegar à fase de produzir os itens mais elaborados que atendam aos padrões de comercialização.

“Fizemos um curso de extração de fibras e confecção de artesanato há alguns anos, mas não conseguimos fazer com que o grupo permanecesse junto. Trabalhar com fibra natural de bananeira é um sonho antigo e pretendemos persegui-lo até ele se tornar realidade. Para isso, temos que fortalecer o grupo para podermos consolidar a atividade do artesanato”, define a integrante do grupo de jovens, Derlande Aires.

Segundo a assistente social, Lícia Gonzaga, da Ater, a equipe de extensionistas está buscando viabilizar cursos que visam, entre vários fatores, ao aperfeiçoamento na confecção do artesanato, a diversificação do trabalho e capacitação na área de gestão. “A formação e a reestruturação do grupo são importantes para que eles possam se inserir nas atividades da comunidade, como também conhecerem e participarem das discussões que envolvem o desenvolvimento do Perímetro Irrigado”, explica a assistente social.

Intercâmbio – Artesanato feito a partir de fibras naturais já está se tornando uma marca no Sistema Itaparica. Peças feitas com fibras de bananeira são produzidas nos Perímetros Irrigados Fulgêncio e Brígida, que ficam nos municípios de Santa Maria da Boa Vista e Orocó, em Pernambuco, respectivamente, e no Perímetro Irrigado Pedra Branca, localizado nos municípios de Curaçá e Abaré, na Bahia.

“A matéria prima, extraída do troco da bananeira, é abundante no Sistema Itaparica devido à vocação para a fruticultura irrigada, em que a cultura da banana responde por uma significante área das plantações do complexo de Perímetros Irrigados”, define o analista em desenvolvimento regional, Hugo Rocha, da Superintendência Regional da Codevasf em Petrolina (PE).

Há pouco mais de um mês a Superintendência, junto com a Ater, promoveu um intercâmbio técnico para o grupo de jovens e de mulheres do Perímetro Irrigado Barreiras - Bloco 1 conhecer o grupo Bendito Mangará, que faz parte da Associação Agropecuária e Artesanal do Município de Abaré (Associação Florimel), do Perímetro Irrigado Pedra Branca, que produz artesanato com fibra de bananeira.

O objetivo foi de proporcionar o contato com grupo que desenvolvem atividades semelhantes, já que ambos os grupos são formados por filhos e filhas de reassentados do Sistema Itaparica. “Concluímos que, além de dominar a técnica, temos que fortalecer o grupo, deixá-lo sólido, além de buscar envolvimento com as questões importantes relacionadas a nossa comunidade, a exemplo do processo de transferência de gestão”, reforça Derlande Aires.

Para outra integrante do grupo de jovens, Alzenir Xavier, conhecer experiências de outras organizações foi bastante produtivo e incentivador. “O nível de organização da Florimel e a determinação dessa juventude nos deu uma injeção de ânimo para tocar esse empreendimento na nossa comunidade”, comenta.