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Codevasf alcança 100 municípios do semiárido com cisternas do programa Água para Todos

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) alcançou no mês de março 100 municípios de sete unidades da federação com as cisternas de abastecimento humano do programa Água para Todos. O mais recente balanço da Companhia indica que, desde o início da execução do programa, em 2012, até o último 1º de abril, foram instalados 56.197 reservatórios nessas localidades – 3,8 mil somente no último mês de março. As famílias beneficiadas vivem nas áreas rurais dos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão. Cada cisterna pode armazenar 16 mil litros de água, quantidade necessária ao suprimento das necessidades básicas de uma família de cinco pessoas por períodos de estiagem de até seis meses.
publicado: 10/04/2013 10h36, última modificação: 20/06/2018 17h16

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) alcançou no mês de março 100 municípios de sete unidades da federação com as cisternas de abastecimento humano do programa Água para Todos. O mais recente balanço da Companhia indica que, desde o início da execução do programa, em 2012, até o último 1º de abril, foram instalados 56.197 reservatórios nessas localidades – 3,8 mil somente no último mês de março. As famílias beneficiadas vivem nas áreas rurais dos estados de Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Piauí e Maranhão. Cada cisterna pode armazenar 16 mil litros de água, quantidade necessária ao suprimento das necessidades básicas de uma família de cinco pessoas por períodos de estiagem de até seis meses.

“Estamos avançando na instalação dos últimos reservatórios de um conjunto de 60 mil unidades. As dificuldades de instalação são um pouco maiores nessa fase final: os beneficiários são famílias que não têm ou não tinham inscrição no Cadastro Único (CadÚnico) de programas sociais do Governo, embora preencham os requisitos para tê-lo, ou que deixaram suas residências devido à extrema escassez de água, ou, ainda, que vivem em situações de maior dispersão e isolamento no território que cobrimos com o programa”, explica Carlos Hermínio de Oliveira, coordenador do Água para Todos na Codevasf. De acordo com Hermínio, as famílias que não possuem inscrição no CadÚnico mas que teriam direito aos benefícios sociais do Governo Federal estão sendo encaminhadas para adesão ao Cadastro.

Maria Barbosa de Macedo Pereira, uma das beneficiadas pelo Água para Todos na comunidade Arroz, localizada no município de Boquira (BA), afirma que durante os períodos de estiagem dependia do suporte emergencial provido pelos caminhões-pipa do Exército e que a espera pelo auxílio era motivo de constante angústia. “Fico mais tranquila agora, com o reservatório próximo, no quintal da casa. Depois das últimas chuvas já temos uma reserva de água na cisterna”, diz ela, que divide a casa com o marido e uma filha.

Os reservatórios instalados pela Codevasf são de polietileno, material derivado do petróleo. As principais característica do equipamento são a resistência, a facilidade de instalação e as condições de armazenamento, que impedem a incidência de luz solar e evitam a proliferação de algas danosas à qualidade da água. O abastecimento das cisternas ocorre durante os períodos chuvosos: a água da chuva é aparada no telhado da residência onde vive a família beneficiada e conduzida, por meio de um sistema de calhas e canos, para o interior do reservatório. Com a observância de cuidados básicos – que são comunicados aos beneficiados em treinamentos específicos – a água é própria para se beber e para o preparo de alimentos.

Água para Todos

O programa Água para Todos é coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI) e tem como principal meta universalizar o acesso a água entre a população rural do semiárido brasileiro. Um de seus objetivos é promover a instalação de 750 mil cisternas de abastecimento humano até 2014. Deste montante, a Codevasf deverá instalar 160 mil. A indicação dos beneficiários do programa é responsabilidade de Comitês Gestores Municipais, compostos por representantes da sociedade civil, sindicatos de representação rural, associações rurais, igrejas e poder público municipal. Os Comitês devem observar em suas indicações as diretrizes do programa: os beneficiários devem ser famílias residentes em áreas rurais, em situação de extrema pobreza ou pobreza, com carência de acesso a água, renda per capita de até R$ 140,00 e inscrição no Cadastro Único (Cadúnico) para programas sociais do Governo Federal. Aposentados que vivam exclusivamente da renda previdenciária também podem ser beneficiados, mesmo que possuam renda per capita familiar superior a R$140,00.

Fotografia: Divulgação / MI