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Cisternas do Água para Todos já beneficiam mais de 1.300 famílias em Sergipe

O programa Água para Todos segue com atividades em Sergipe nesta semana. Entre os destaques, está a capacitação de quase 100 famílias nos municípios de Monte Alegre de Sergipe, Telha, Propriá, Ilha das Flores e Capela. Nessa etapa, os beneficiários aprendem sobre funcionamento, manutenção da cisterna e uso racional da água. Outra ação consiste na instalação de 110 reservatórios, distribuídos entre Canindé de São Francisco, Gararu e Japaratuba.
publicado: 24/10/2012 10h48, última modificação: 20/06/2018 17h14

O programa Água para Todos segue com atividades em Sergipe nesta semana. Entre os destaques, está a capacitação de quase 100 famílias nos municípios de Monte Alegre de Sergipe, Telha, Propriá, Ilha das Flores e Capela. Nessa etapa, os beneficiários aprendem sobre funcionamento, manutenção da cisterna e uso racional da água. Outra ação consiste na instalação de 110 reservatórios, distribuídos entre Canindé de São Francisco, Gararu e Japaratuba.

Em todo o estado sergipano, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), que executa as ações do programa em sua área de atuação, já instalou 1.346 cisternas de consumo em localidades rurais dos municípios de Canindé de São Francisco, Gararu, Itabi, Japaratuba, Nossa Senhora da Glória e Porto da Folha. Até o momento, o número de beneficiários validados, ou seja, que estão aptos a receber os reservatórios, chega a 1.607.

Maria Helena Alves do Amaral, moradora da comunidade Boa Vista, em Porto da Folha, é uma das beneficiárias do Água para Todos. No povoado, conta ela, existe uma grande dificuldade para se ter acesso à água - uma realidade que começa a mudar com a chegada das cisternas do programa. “Para mim, foi um sonho realizado. Antes, tínhamos que correr de um lado para o outro em busca de água, e agora, com a cisterna, podemos ter acesso bem aqui do lado”, comemora.

Até 2014, o governo federal, por meio do Água para Todos, irá beneficiar 750 mil famílias com a instalação de cisternas de consumo, com capacidade para armazenar até 16 mil litros de água de chuva captada dos telhados das casas. Em todos os estados de sua atuação, a Codevasf, que é vinculada ao Ministério da Integração Nacional, coordenador do programa, já instalou 25.952 cisternas em 43 municípios situados em áreas rurais prioritariamente situadas no semiárido.

Os reservatórios possuem tecnologia moderna testada e aprovada em países como México, Austrália e Indonésia. As principais vantagens são a resistência do material e a rapidez de execução e condições de armazenamento, que impedem a incidência de luz solar e evitam a proliferação de algas que podem causar danos à água. O líquido adequadamente armazenado pode ser usado para beber, cozinhar e escovar os dentes, principalmente nos longos períodos de estiagem.

Participação social


Um dos pontos fortes do programa é a interação com a comunidade. Para isso, são organizados Comitês Gestores Municipais formados por representantes da sociedade civil organizada, sindicatos de representação rural, associações rurais, igrejas, pastorais e do poder público municipal, além de Comissões Comunitárias. O Comitê auxilia na mobilização local das comunidades visando a cadastramento e validação das famílias a serem beneficiadas, garantindo a correta distribuição dos reservatórios.

A indicação das localidades cabe ao Comitê, bem como a relação dos beneficiários, obedecendo aos critérios do programa – famílias de áreas rurais, prioritariamente do semiárido, em situação de pobreza e extrema pobreza associada à carência de acesso à água com renda per capita de até R$ 140,00, desde que inscritas no Cadastro Único, e também aos aposentados que, mesmo possuindo renda per capita familiar acima de R$140,00, vivam exclusivamente de sua renda previdenciária.

E para garantir o perfeito funcionamento e uso adequado das cisternas, são promovidos cursos de Gestão da Água com as famílias beneficiadas. Nessas capacitações os participantes são orientados quanto à utilização da água sem desperdício e recebem instruções para a manutenção dos reservatórios.

Todo esse esforço de mobilização tem gerado grandes expectativas quanto à melhoria da qualidade de vida da população. Para Everaldo Fernandes dos Santos, membro do Comitê Gestor Municipal do programa em Porto da Folha (SE), o Água para Todos vem se destacando como importante ação social. “A nossa expectativa é a melhor possível em relação ao programa. Aqui em Porto da Folha, estamos chegando a quase 500 cisternas instaladas. Existem algumas famílias que não tem sido contempladas porque já possuem canos em suas casas. Porém, não chega uma gota d'água para elas. O nosso desejo é que o programa atenda também a esse público”, afirma.

Diante dos resultados obtidos até o momento pelo programa, o coordenador nacional do Água para Todos na Codevasf, Carlos Hermínio de Oliveira, avalia positivamente as ações. “A análise dos dados do primeiro semestre de 2012 revela que a metodologia de execução do programa vem assegurando uma expressiva participação social e estabelecidos mecanismos de controle social, que vem sendo bem absorvidos pelas prefeituras municipais, órgãos de governo estaduais e federais, sociedade civil e notadamente pelos beneficiários, o que se traduz num dos pontos fortes do programa. Outro ponto forte é o investimento na capacitação de nossas equipes e das empresas contratadas, e principalmente das famílias beneficiárias do Programa, e com isto vem assegurando uma maior qualificação e melhores resultados dos impactos sociais do programa”, explica.

Plano Brasil sem Miséria


O Água para Todos faz parte do Plano Brasil Sem Miséria, instituído pelo governo federal em julho de 2011. O objetivo é elevar a renda e as condições de bem-estar da população. As famílias extremamente pobres que ainda não são atendidas serão localizadas e incluídas de forma integrada nos mais diversos programas de acordo com as suas necessidades. O plano é direcionado aos brasileiros que vivem em lares cuja renda familiar é de até R$ 140,00 por pessoa. De acordo com o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estão nesta situação 16,2 milhões de brasileiros.

O Plano Brasil Sem Miséria agrega transferência de renda, acesso a serviços públicos, nas áreas de educação, saúde, assistência social, saneamento e energia elétrica, e inclusão produtiva. Com um conjunto de ações que envolvem a criação de novos programas e a ampliação de iniciativas já existentes, em parceria com estados, municípios, empresas públicas e privadas e organizações da sociedade civil, o Governo Federal quer incluir a população mais pobre nas oportunidades geradas pelo forte crescimento econômico brasileiro. Mais informações sobre o assunto estão disponíveis no site do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome – www.mds.gov.br.

Crédito: Ana Paula Couto/Ministério da Integração Nacional