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Aterro sanitário da região de Irecê entra em operação no início de 2013

O aterro sanitário intermunicipal que irá atender, numa primeira fase, a oito municípios da região de Irecê, em sistema de consórcio, deverá entrar em operação já no início de 2013.
publicado: 05/10/2012 18h04, última modificação: 20/06/2018 17h14

O aterro sanitário intermunicipal que irá atender, numa primeira fase, a oito municípios da região de Irecê, em sistema de consórcio, deverá entrar em operação já no início de 2013. A constatação foi do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que - junto com o presidente da Codevasf, Elmo Vaz, e o diretor de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Companhia, Guilherme Almeida -, vistoriou as obras e confirmou seu estágio avançado: 98% da execução física estão concluídos, faltando agora somente a aquisição dos equipamentos que permitirão a entrada em funcionamento.

Para o Baixio de Irecê, maior projeto de irrigação em fase de implantação pela Codevasf, que também teve as obras vistoriadas pelo ministro, há também novidades: Fernando Bezerra informou, durante a visita, que pretende lançar o edital para ocupação dos primeiros 20 mil hectares já no início de novembro, quando o governador Jaques Wagner e a presidenta Dilma Rousseff deverão marcar presença na reunião do Conselho Deliberativo da Sudene, em Salvador. O processo licitatório do projeto fica sob a responsabilidade da Codevasf. 

“O Baixio de Irecê, ao suscitar a criação de milhares de empregos, irá escrever uma nova página no desenvolvimento de toda a região”, destacou o ministro, acrescentando que, até o final desse ano, deverá licitar as obras da segunda etapa, um investimento de aproximadamente R$ 900 milhões em 27 mil hectares.

Para o aterro sanitário, o ministro garantiu que irá viabilizar em breve os recursos para aquisição das máquinas e equipamentos que permitirão o início da operação. A obra, de R$ 3,5 milhões, é executada numa parceria da Codevasf com a prefeitura de Irecê – município que fica a 468 km de Salvador e pertence à região do Médio São Francisco, na Chapada Diamantina setentrional. A construção do aterro integra o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ministério da Integração Nacional, e conta com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Os municípios beneficiados com o aterro numa primeira etapa são, além, de Irecê, João Dourado, Central, Jussara, Lapão, Presidente Dutra, São Gabriel e Uibaí, totalizando 131 mil habitantes beneficiados.

O aterro terá capacidade de acumular cerca de 1,3 milhão de metros cúbicos de resíduo sólido urbano, promovendo a proteção das águas superficiais, subterrâneas e também do solo de toda a região, redução de vetores e outros agentes de doenças, eliminação dos odores, diminuição de riscos à saúde ocupacional dos catadores; redução da contaminação, por via hídrica, de alimentos e da criação de gado alimentado com resíduos contaminados, entre outros benefícios.


Baixio de Irecê


A comitiva encabeçada pelo ministro da Integração Nacional também vistoriou as obras do projeto Baixio de Irecê - localizado nos municípios de Xique-Xique, Sento Sé e Itaguaçu da Bahia. O Baixio de Irecê é um dos projetos públicos de irrigação atualmente em implantação pela Codevasf. Com investimento total estimado em R$ 1,4 bilhão, o empreendimento terá uma área irrigável de 54 mil hectares divididos em lotes empresariais e para pequenos e médios produtores, além de uma reserva ambiental de 31 mil hectares e uma área de 19 mil hectares de sequeiro, mas que poderá também ser irrigada.

A primeira etapa, com aproximadamente 4.773 hectares, e as obras civis da segunda etapa, que irá totalizar cerca de 19 mil hectares, já estão sendo finalizadas. Com a conclusão do projeto, a expectativa é de que sejam gerados cerca de 5 mil empregos diretos e milhares de empregos indiretos, beneficiando toda a região.

Além disso, a agricultura irrigada permitirá alta produtividade, introdução de culturas mais lucrativas e utilização de tecnologias para conservação e melhoria dos solos. Dentre as culturas a serem exploradas no projeto destacam-se abacaxi, abóbora, algodão, banana, cebola, coco, feijão, goiaba, limão, mamão, maracujá, milho, melancia, melão, pimentão, tangerina, tomate e uva. Também será montado um polo energético para a produção de oleaginosas como cana-de-açúcar, pinhão manso, dendê, soja e mamona, entre outras.