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Artesanato regional é destaque em estande da Codevasf na III Aquapescabrasil

O artesanato com pele de tilápia é um dos destaques do estande da Codevasf na III Aquapescabrasil - Feira Internacional da Pesca e Aquicultura, que acontece até esta sexta (09), no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. Segundo os técnicos da Companhia, essa atividade está servindo como mais uma alternativa econômica para as comunidades consideradas em situação de risco, a exemplo do que acontece em Alagoas, onde a empresa atua por meio de sua 5ª Superintendência Regional, com sede em Penedo.
publicado: 09/11/2012 16h04, última modificação: 20/06/2018 17h15

O artesanato com pele de tilápia é um dos destaques do estande da Codevasf na III Aquapescabrasil - Feira Internacional da Pesca e Aquicultura, que acontece até esta sexta (09), no Centro de Convenções da Bahia, em Salvador. Segundo os técnicos da Companhia, essa atividade está servindo como mais uma alternativa econômica para as comunidades consideradas em situação de risco, a exemplo do que acontece em Alagoas, onde a empresa atua por meio de sua 5ª Superintendência Regional, com sede em Penedo.

De acordo com o engenheiro de pesca Alexandre Delgado, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba, em Porto Real do Colégio (AL), o trabalho desenvolvido na cidade de Piranhas é um exemplo da importância da ação da Codevasf por meio dos Arranjos Produtivos Locais (APL).

A comitiva alagoana trouxe para a feira o trabalho com pele de tilápia desenvolvido pela Associação dos Artesãos de Piranhas, voltada a confecção de artesanatos diversos, como bolsas femininas, sapatos e chapéus. “Hoje o aproveitamento da pele de tilápia é uma atividade já consolidada, dentro da qual cerca de 15 artesãos daquela região vivem basicamente da venda do artesanato, e o comércio do produto já é uma realidade financeiramente compensadora para aquelas famílias", afirma ele.

O engenheiro de pesca explica que a Codevasf, junto a outros atores de desenvolvimento regional, promoveu cursos de capacitação que impulsionaram a produção local. Em seguida, conforme Delgado, "os participantes foram levados a eventos em outros municípios e até estados, para dar início ao processo de comercialização, embora ainda de forma incipiente. Posteriormente, foi realizado um convênio com o governo do Estado, onde diversas máquinas e equipamentos estão sendo adquiridos".

A Companhia tem estudado a possibilidade de realizar, junto às comunidades ribeirinhas, um trabalho semelhante ao desenvolvido, por exemplo, no Centro de Tecnologia do Couro e do Calçado Albano Franco (CTCC), na cidade de Campina Grande (PB), onde são utilizadas novas tecnologias em curtimento de peles exóticas, inclusive de peixe.

Na cidade de Cabaceiras, ainda na Paraíba, o trabalho desenvolvido pela Cooperativa dos Artesãos e Curtidores de Couro de Cabaceiras (Arteza) é uma referência nesse setor e emprega tecnologias em curtimento de peles com tanino natural, inclusive de tilápia, utilizando o sistema tradicional (artesanal). Outro destaque é o modelo de gestão da cooperativa, a evolução do processo produtivo e os resultados obtidos na comunidade por meio do trabalho cooperativo.