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Ação da Codevasf no semiárido mineiro irá beneficiar mais de 500 mil pessoas

Uma população de mais de 500 mil pessoas de 12 municípios do Norte de Minas Gerais será beneficiada com a construção do sistema de barragens de Jequitaí, no Médio São Francisco. O contrato para realização das obras da Barragem Jequitaí I será assinado na quinta-feira (07), no Centro de Convenções de Pirapora (MG), a partir das 10h, contando com a presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e do governador do estado, Antônio Anastasia, acompanhados do presidente da Codevasf, Elmo Vaz.
publicado: 05/02/2013 12h25, última modificação: 20/06/2018 17h15

Uma população de mais de 500 mil pessoas de 12 municípios do Norte de Minas Gerais será beneficiada com a construção do sistema de barragens de Jequitaí, no Médio São Francisco. O contrato para realização das obras da Barragem Jequitaí I será assinado na quinta-feira (07), no Centro de Convenções de Pirapora (MG), a partir das 10h, contando com a presença do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, e do governador do estado, Antônio Anastasia, acompanhados do presidente da Codevasf, Elmo Vaz.

A Codevasf será a executora da obra, contando com a parceria do governo do estado de Minas Gerais, por meio da Fundação Rural Mineira (Ruralminas). Serão investidos no empreendimento um total de R$ 319 milhões, sendo que R$ 15 milhões foram aplicados dentro da primeira etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1) e R$ 304 milhões serão aplicados no âmbito do PAC 2.

O vale do Jequitaí está localizado entre as serras do Espinhaço e da Onça, no norte de Minas Gerais, semiárido mineiro. Segundo o projeto, a área de influência direta do sistema de barragens envolve os municípios mineiros de Claro dos Poções, Engenheiro Navarro, Francisco Dumont, Jequitaí, Lagoa dos Patos, Várzea da Palma, Pirapora, Buritizeiro, Coração de Jesus, Joaquim Felício, Bocaiúva e Montes Claros.

Por meio de convênio entre a Codevasf e a Ruralminas, envolvendo recursos da ordem de R$ 95 milhões, estão sendo desenvolvidas ações conjuntas para a implantação da Barragem Jequitaí I visando a atualização do cadastramento fundiário; avaliação e aquisição das terras para implantação do sistema de barragens; atualização do levantamento socioeconômico para o remanejamento e reassentamento de populações na área de abrangência da barragem; proceder a participação conjunta no processo de licenciamento ambiental da obra e elaboração de estudos de viabilidade direcionados para parceria e outras providências em torno do projeto.

Benefícios do uso múltiplo

Com a implantação e a conclusão do sistema de barragens de uso múltiplo - reivindicada pela região há 50 anos, a população será beneficiada com um reservatório de água que permitirá segurança hídrica a municípios da região e potencial de energia elétrica, com capacidade de geração de um total de 20MW - quando as Barragens Jequitaí I e II estiverem concluídas.

Posteriormente, com a construção da Jequitaí II, será possível o uso para irrigação, sendo esse um fator que vai alavancar o desenvolvimento socioeconômico e promover geração de milhares de empregos para a região do Norte de Minas Gerais. Estima-se que, uma vez concluído, o projeto será capaz de gerar cerca de 35 mil empregos diretos e 70 mil empregos indiretos. As atividades agrícolas a serem desenvolvidas, além dos empregos diretos gerados, fortalecerão o polo agroindustrial já existente na região. A previsão de irrigação atinge 35.000 hectares.

Serão construídos dois barramentos: Jequitaí I (montante) e Jequitaí II (jusante), que terão as funções de regularizar (de 3 para 30 m3/s) e controlar as vazões do rio Jequitaí, permitindo o controle de cheias, evitando-se a inundação de áreas propícias à agricultura localizadas a jusante do projeto, e elevar o nível d’água até cotas adequadas para abastecimento dos canais de irrigação. O local terá também um grande potencial para ecoturismo, lazer, piscicultura e outros usos.

Projeto Jaíba

Como parte da agenda de trabalho do ministro Fernando Bezerra em Minas Gerais, será feita visita ao projeto de irrigação Jaíba, localizado nos municípios de Jaíba, Matias Cardoso e Verdelândia. O objetivo é conhecer de perto o potencial agrícola do perímetro.

Contando com área total de 107,6 mil hectares, a implantação do Jaíba dividiu-se em quatro etapas, das quais apenas as Etapas I e II, que correspondem a 70,9% da área total do projeto, encontram-se executadas e em produção. A Codevasf é a gestora da etapa I e o governo do estado de Minas Gerais gerencia a etapa II.

Tendo em vista que a região do Jaíba é considerada uma das maiores fronteiras agrícolas do país – englobando sete municípios do Norte de Minas -, o projeto de irrigação tem despertado o interesse de investidores, o que tem levado a Codevasf e entidades parceiras a investir no seu potencial como referência mundial em fruticultura.

Uma das mais recentes iniciativas foi o lançamento da marca “Região do Jaíba”, que será aplicada em produtos da região e servirá como um certificado de qualidade. A marca representará um diferencial competitivo para os consumidores que cada vez mais exigem produtos de qualidade com rastreabilidade comprovada. A criação do selo pode ser também considerada uma estratégia para a atração de investimentos e de ampliação de consumo no Estado.

Para o superintendente da Fiemg (Federação das Indústria do Estado de Minas Gerais), Sérgio Lourenço, o lançamento da marca é importante para consolidar o processo de industrialização e o agronegócio na Região do Jaíba. Segundo ele, a certificação dos produtos contribuirá ainda para transformar a região em um polo de negócios com nível de excelência, além de incrementar as exportações.

São participantes no projeto da marca “Região do Jaíba” a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais, Sebrae-MG, a Fiemg, a Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas e o Banco Interamericano de Desenvolvimento.

Com informações: www.fiemg.com.br ; www.agenciaminas.mg.gov.br