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Ação da Codevasf garante sobrevivência de três mil peixes em área afetada por estiagem

Cerca de 500 pessoas – entre pescadores, agricultores e assentados que vivem no entorno da Lagoa do Jacaré, em Paratinga, no semiárido baiano – terão a pesca de subsistência preservada. Isto porque técnicos da 2ª Superintendência Regional da Codevasf e do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Ceraíma estão garantindo a sobrevivência de aproximadamente três mil peixes de espécies nativas, com sua transferência para o rio São Francisco, uma vez que a lagoa, afetada pela estiagem prolongada, está quase totalmente seca. Peixes de seis espécies – Curimatã, Cari, Apanhari, Lamprão, Bufão e Traíra – foram capturados e transportados para o Velho Chico.
publicado: 01/08/2013 15h42, última modificação: 20/06/2018 17h17

Cerca de 500 pessoas – entre pescadores, agricultores e assentados que vivem no entorno da Lagoa do Jacaré, em Paratinga, no semiárido baiano – terão a pesca de subsistência preservada. Isto porque técnicos da 2ª Superintendência Regional da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Ceraíma estão garantindo a sobrevivência de aproximadamente três mil peixes de espécies nativas, com sua transferência para o rio São Francisco, uma vez que a lagoa, afetada pela estiagem prolongada, está quase totalmente seca. Peixes de seis espécies – Curimatã, Cari, Apanhari, Lamprão, Bufão e Traíra – foram capturados e transportados para o Velho Chico.

“É muito triste ver a lagoa seca. Eu nasci e me criei nessa lagoa, tanto pescando quanto plantando e dando de beber aos animais. O transporte desses peixes para o rio é de muita valia para nós que vivemos da lagoa, porque todos os dias que acordo e olho os peixes morrendo, sem ter o que fazer, meu coração fica apertado. Sem a ajuda do governo federal, muitas pessoas que vivem aqui já teriam morrido de fome”, disse Manoel Francisco dos Santos, morador da comunidade.

A Lagoa do Jacaré fica a seis quilômetros do rio São Francisco, tem uma área de aproximadamente 2,4 milhões de metros quadrados e servia de fonte de subsistência para cerca de 500 pessoas que moram no entorno, entre pescadores, agricultores e assentados. Em razão da estiagem prolongada, a lagoa se encontra em situação de emergência, assim como outras lagoas e reservatórios d’água que eram abastecidos pelo rio São Francisco na época das cheias, pois há dois anos não recebem água do rio. Muitas lagoas já secaram completamente, enquanto outras, como a do Jacaré, estão praticamente secas.

Logoa do Jacaré (BA)“Em momentos de seca como este é importante transferir uma parte dos peixes das lagoas marginais, que estão secando, para o Velho Chico. Sabemos que os estoques pesqueiros nelas presentes são de importância econômica e ambiental na região, pois além de garantir fonte de alimento e renda para as comunidades ribeirinhas, contribuirão com o repovoamento do rio. Os peixes que continuam na lagoa serão fonte de alimento para outras espécies”, explica Jackson Ladeia, chefe do Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Ceraíma, ligado à 2ª SR da Codevasf, que é baseada em Bom Jesus da Lapa, região do Médio São Francisco baiano.

Crédito das fotos: Rodrigo Bernardes

Ouça a notícia da Rádio Codevasf:

http://www.codevasf.gov.br/principal/promocao-e-divulgacao/central-de-radio/materias-e-entrevistas-2013/03-acao-da-codevasf-garante-sobrevivencia-de-peixes-em-area-afetada-pela-seca-na-bahia.mp3