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Desenvolvimento florestal para Chapada do Araripe

A Codevasf em Petrolina e o Governo de Pernambuco firmaram convênio de R$ 2,3 milhões para implantar o Programa de Desenvolvimento Florestal da Chapada do Araripe. A região, localizada no noroeste do estado, produz sozinha 95% do gesso existente no Brasil.
publicado: 26/03/2009 09h49, última modificação: 20/06/2018 17h03

A Codevasf em Petrolina e o Governo de Pernambuco firmaram convênio de R$ 2,3 milhões para implantar o Programa de Desenvolvimento Florestal da Chapada do Araripe. A região, localizada no noroeste do estado, produz sozinha 95% do gesso existente no Brasil.

No entanto, a indústria gesseira também ostenta resultado desfavorável quanto à conservação das florestas nativas, como apontou o estudo coordenado pela Fundação de Pesquisas Florestais do Paraná (Fupef) com recursos da Codevasf. A pesquisa, marco para a parceria com o Governo de Pernambuco, revelou que a utilização do estoque madeireiro no Araripe ainda carece de ações sustentáveis para a recuperação ambiental.

“O desmatamento da flora regional vem acarretando a perda da diversidade e da qualidade do solo, o que gera um processo de desertificação”, esclarece o superintendente da Codevasf em Petrolina, Luís Frota, referindo-se à lenha retirada da caatinga que é empregada como combustível na calcinação do gesso.

O Programa de Desenvolvimento Florestal da Chapada do Araripe será coordenado pela Secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. Segundo o titular da pasta, Fernando Bezerra Coelho, a idéia do programa é envolver diversos atores sociais do Pólo Gesseiro. "O objetivo é conscientizar os órgãos públicos, os agentes privados e a sociedade civil organizada para trabalhar o manejo da caatinga e a recomposição das espécies vegetais nativas”, esclarece o secretário.

O cronograma preliminar tem quatro etapas. A primeira será a estruturação da unidade de gerenciamento do programa que compreende atividades como a adequação ambiental das propriedades rurais, os plantios florestais e a criação de alternativas para o desmatamento e uso sustentável dos recursos. “Através do cavaco de lenha de novas espécies como eucalipto, que cultivaremos em áreas demonstrativas, teremos energia no Araripe para promover o desenvolvimento da indústria gesseira sem agredir o meio ambiente”, frisa Bezerra Coelho.

A obra de preservação ambiental para o Araripe está incluída no Programa de Revitalização da Bacia do São Francisco e 80% dos recursos serão repassados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) através da Codevasf. A expectativa é de que o Programa de Desenvolvimento Florestal seja implementado de forma definitiva ao longo de uma década.

Araripe - A região da Chapada do Araripe é formada por 15 municípios, correspondendo a cerca de um quinto do território pernambucano. A população da área é estimada em 200 mil habitantes, o equivalente a 4,5% do estado. No Araripe, está situada a maior reserva de gipsita do Brasil e a segunda do mundo. As jazidas estão concentradas nas cidades de Araripina, Ipubi, Trindade, Bodocó e Ouricuri. A caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, cobre 45% da área vegetal do Araripe.