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Codevasf incentiva novos modelos de comercialização

Os Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica, localizados na Região do Submédio São Francisco, integram o principal pólo de fruticultura tropical do Brasil, responsável pelo abastecimento dos mercados do Nordeste e Sudeste do país.
publicado: 25/11/2008 15h23, última modificação: 20/06/2018 17h03

Os Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica, localizados na Região do Submédio São Francisco, integram o principal pólo de fruticultura tropical do Brasil, responsável pelo abastecimento dos mercados do Nordeste e Sudeste do país.

A Codevasf, por meio do convênio firmado com a Chesf, fornece assistência técnica e extensão rural aos produtores reassentados e apoio técnico na comercialização da produção. “Estamos buscando novos mercados para o escoamento da produção agrícola que resultem numa remuneração compatível com os melhores preços praticados no mercado de frutas”, disse a superintendente regional da Codevasf, em Juazeiro (BA), Ana Angélica Almeida.

“Uma das alternativas de comercialização apresentadas pela Codevasf para os nove Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica, em Pernambuco e na Bahia, foi a inserção das cooperativas no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), desenvolvido pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)”, explica o superintendente regional da Codevasf, em Petrolina (PE), Luís Frota, ressaltando que o Programa garante a compra antecipada da produção de agricultores familiares – que estejam organizados em associações ou cooperativas – e repassa para a merenda escolar dos municípios.

O Perímetro Irrigado Brígida, localizado no município de Orocó (PE), foi o primeiro a firmar contrato com a Conab. Essa experiência de comercialização serviu de modelo para todo o Estado de Pernambuco. Novos projetos das cooperativas e associações de agricultores familiares dos Perímetros, em Pernambuco e na Bahia, já estão sendo avaliados pela Conab.

De acordo com a Cooperativa Mista de Produção Agropecuária dos Assentados Projeto Vale do São Francisco (Coopevasf), comercializar por meio do PAA significa um ganho 35% maior do que vender aos compradores informais. “Temos a garantia do valor que vamos vender nossa mercadoria durante todo o ano e a segurança de receber o pagamento”, disse o vice-presidente da Coopevasf, Gilvan Campos.

No Brígida, as organizações firmaram o segundo contrato de compra antecipada envolvendo valores da ordem de R$ 1 milhão. Além de banana, goiaba, mamão, manga e macaxeira, também será comercializado inhame da variedade São Tomé, que é fruto da experiência piloto de plantio de novas culturas no Perímetro. “Já podemos perceber o equilíbrio dos preços das frutas na região depois que passamos a trabalhar com a tabela da Conab”, disse o presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais do Projeto Brígida (Cooperança), Pedro Belarmi