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Oliveira no Semi-Árido

Nesta quinta-feira (27/10), a Codevasf dá mais um passo na implementação de culturas alternativas no clima Semi-Árido. Haverá o “Lançamento do programa de introdução e avaliação de culturas alternativas para as áreas irrigadas do semi-árido brasileiro”, uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba e Embrapa. Entre as espécies que serão cultivadas, ganha destaque a oliveira, considerada exótica no Brasil e na região. “Se der tudo certo, no futuro estaremos produzindo azeite de oliva e azeitonas em conserva”, destacou o presidente da Companhia, Luiz Carlos Everton de Farias.
publicado: 26/10/2005 14h00, última modificação: 20/06/2018 16h56

Nesta quinta-feira (27/10), a Codevasf dá mais um passo na implementação de culturas alternativas no clima Semi-Árido. Haverá o “Lançamento do programa de introdução e avaliação de culturas alternativas para as áreas irrigadas do semi-árido brasileiro”, uma parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba e Embrapa. Entre as espécies que serão cultivadas, ganha destaque a oliveira, considerada exótica no Brasil e na região. “Se der tudo certo, no futuro estaremos produzindo azeite de oliva e azeitonas em conserva”, destacou o presidente da Companhia, Luiz Carlos Everton de Farias.

A Embrapa parceira da Codevasf de longas datas explica que o princípio do cultivo da oliveira será o mesmo já utilizado no plantio de uvas, “ninguém poderia pensar que o semi-árido seria forte produtor de uva, hoje temos um pomar em pleno sertão”, acrescenta o chefe-geral da Embrapa Semi-Árido, Pedro Gama.

Na primeira etapa do projeto serão plantadas mil mudas de oliveiras, 600 estão sendo fornecidas através do Instituto Israelita Volcani. O restante terá produção nacional. Os resultados poderão ser colhidos no prazo de cinco anos, será uma experiência única já que não há estudos aprofundados sobre a produção de oliveira no Brasil. C

om o desenvolvimento de técnicas apropriadas, há possibilidades reais de viabilizar o plantio de oliveiras no semi-árido. O lançamento acontece no projeto de irrigação de bebedouro, na rua Projeto Bebedouro, Zona Rural, em Petrolina.

Agronegócio

Para as duas instituições, identificar novas opções de cultivos é estratégico para a dinamização do agronegócio nordestino. A implantação em campo de variedades de oliveira destinadas à produção de azeitonas e de azeite corresponde à primeira fase do programa que ainda prevê testes com as culturas de citros, dendê, romã, caqui e pimenta do reino. Essas espécies estão escolhidas nesse programa porque, segundo opinião dos técnicos das duas instituições, têm potencial para ampliar a competitividade econômica das áreas irrigadas do Nordeste nos mercados interno e externo.