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Meio Norte: ONG holandesa investe em apicultores

Está em andamento em Picos, a 306 quilômetros de Teresina, a criação da primeira Central de Cooperativas Apícolas que vai agregar cooperativas de todo o Piauí, do Ceará e de Pernambuco.
publicado: 13/10/2004 06h00, última modificação: 05/10/2006 11h47

Djalma Batista

Editoria de Municípios

Está em andamento em Picos, a 306 quilômetros de Teresina, a criação da primeira Central de Cooperativas Apícolas que vai agregar cooperativas de todo o Piauí, do Ceará e de Pernambuco. A entidade, que tem o apoio de uma Organização Não-Governamental holandesa ligada à Igreja Católica, a Icco, vai aumentar as exportações de mel do Piauí e dos demais estados para vários países, informou ontem o presidente da Federação das Entidades Apícolas do Estado, Antônio Leopoldino Dantas Filho, o Sitonho.

Ele disse que a inauguração da nova entidade está prevista para o dia 15 de dezembro deste ano em Picos. Sitonho afirmou que técnicos de nível superior da ONG holandesa já iniciaram um levantamento sobre a cadeia produtiva da apicultura entre apicultores, casas de mel e cooperativas em Picos. Mas, segundo ele, o estudo vai ser feito em todos os municípios do Piauí que têm algum registro de produção de mel de abelha.

O presidente da Federação das Entidades Apícolas do Piauí explicou que o levantamento é o primeiro passo para a ONG holandesa definir o valor dos investimentos nas áreas de produção, beneficiamento e comercialização de produtos apícolas. Segundo Sitonho, a Icco deve investir de 4 a 6 milhões de reais na apicultura dos três Estados. “Estes valores são extra-oficiais porque ainda não sabemos a dimensão do levantamento que está sendo feito. Dependendo do estudo, os investimentos da Icco podem ser até maiores”, observa Sitonho.

 Para ele, a Central de Cooperativas Apícolas muda tudo, para melhor, na vida dos apicultores do Piauí. Isso, segundo Sitonho, porque o novo sistema de organização do setor envolve, além da Icco, a Fundação Banco do Brasil, o Ministério do Planejamento, o IPEA e uma rede universitária de 80 universidades no País. Desta forma, acrescenta, os apicultores vão dispor de apoio nas áreas de capacitação, pesquisa, beneficiamento e comercialização. “O objetivo da Central é capacitar o apicultor para que ele possa produzir com qualidade e com agregação de valor”, explica Sitonho.

O presidente da Federação das Entidades Apícolas no Piauí frisou que o objetivo fundamental da organização da Central de Cooperativas Apícolas é garantir condições para que os apicultores da base tenham retorno financeiro ao final de cada safra. Hoje, segundo ele, ainda existem muitos casos de comerciantes de mel de abelha que estão ganhando mais que o próprio apicultor, que é quem realmente arca com os custos de produção. “Este é um movimento que visa criar empreendimentos solidários e auto-sustentáveis.

 Além disso, ele se preocupa com a ecologia e com os produtores que estão na base. A idéia é incentivar a preservação da natureza, para que o apicultor possa ter uma produção sustentável e um maior retorno financeiro”, observa Sitonho. Ele falou que inicialmente a Central contará com a participação das cooperativas Campil e Coape, de Picos, com a Coopernectar, do Ceará, e com a Casal, de Pernambuco. Sitonho falou que na segunda fase do sistema o Estado do Maranhão será incluído na Central de Cooperativas.