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DO BRASIL ÀS ADEGAS ESTRANGEIRAS

publicado: 19/08/2004 09h35, última modificação: 17/08/2006 16h02

Da revista América economia

Max Alberto Gonzales

Desde que os supermercados brasileiros começaram a oferecer vinhos importados a preços camaradas, as garrafas dos produtores locais passaram a provar o gosto amargo do abandono. Mas isso durou pouco. Muitos produtores decidiram desviar sua bebida para os mercados internacionais.

 É o caso da vinícola Miolo: produz 5 milhões de litros de vinho no Rio Grande do Sul e no Nordeste do País e contratou o enólogo francês Michel Rolland para lançar novos vinhos super premium. O objetivo é aumentar as exportações, o que vem conseguindo fazer de forma expressiva: a cifra de 50 mil garrafas exportadas em 2003 já foi alcançada em abril deste ano.

A meta para 2004 é chegar a 180 mil garrafas exportadas. “Rolland viu no Brasil a possibilidade de descobrir um novo terroir”, diz Adriano Miolo, enólogo da família dona da vinícola, que investiu US$ 14,5 milhões nos últimos cinco anos em cepas e novos produtos. Seu próximo destino será a China, onde a Miolo quer mostrar as linhas Seleção, Reserva e Terranova, que já são exportadas aos Estados Unidos, Canadá, República Tcheca, Suíça e Alemanha, seguindo o caminho inaugurado por outras vinícolas gaúchas, como Salton e Casa Valduga.