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AGROTÓXICOS POLUEM NASCENTES DO RIO

publicado: 18/08/2004 12h30, última modificação: 17/08/2006 16h02

MEIO NORTE- 19/08/04

AGROTÓXICOS POLUEM NASCENTES DO RIO

Efrém Ribeiro

Da editoria Geral

Agentes da Policia Federal (PF) e fiscais do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autuaram ontem e multaram em R$ 500 mil a fazenda Santo Antônio por deixar, a céu aberto, pelo menos duas cerradas de embalagens de agrotóxicos no Parque Nacional das Nascentes do rio Parnaíba, na Chapada das Mangabeiras, entre os estados do Piauí, Tocantins, Bahia e Maranhão .

A Policia Federal e o Ibama também estão notificando a autuando as fazendas instaladas na Chapada das Mangabeiras que promoveram desmatamento para ampliar a área de plantio de soja, milho e arroz branco dentro do Parque Nacional das Nascentes do Rio Parnaíba, mesmo depois da criação da unidade de preservação ambiental.

A descoberta do desmatamento e do acúmulo de embalagens com resquícios de agrotóxicos, ameaçando a contaminação das águas do Rio Parnaíba em sua nascente com repercussão em quatro Estados, foi feita durante viagem ao Parque Nacional das Nascentes do rio Parnaíba, entre os dias 27 a 30 de julho, pelo chefe da divisão técnica do Ibama, Carlos Antônio Moura Fé e pelos funcionários Vagner de Araújo Martins Pereira, Augusto Elias Paranaguá nogueira e Francisco Leopoldo Lustosa, chefe do parque.

Segundo Carlos moura Fé, as fazendas promoveram desmatamento após a criação do parque, ocorrida em julho de 2002. Ele lembra que existiam fazendas plantando soja, milho e arroz na região nas nascentes, mas quando o parque foi criado, foi decidido que deveriam ficar fora da área. Durante a vistoria, Carlos Moura Fé, Vagner de Araújo Martins, Augusto Elias e Francisco Leopoldo constataram que dez fazendas avançaram em cerca de 10 mil hectares da área do parque, que possui 729 mil hectares.

O Ibama enviou o laudo para o ministério publico do Estado e Procuradoria da Republica no Piauí para que sejam abertas procedimentos administrativos e criminais contra os fazendeiros que invadiram área. A maioria dos fazendeiros da área atua na Bahia na produção de soja. Eles impetraram ação na justiça federal, liderados por Ricardo Delai, para suspensão dos efeitos do decreto que criou o parque.

O juiz federal da terceira vara cível do distrito federal, Osmane Antônio dos Santos, garantiu que os proprietários das terras podem continuar sua exploração, mas abertura de novas áreas vai configurar desobediência a decisão judicial e será punida com punição de R$ 10 mil por hectare explorado.