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BRASILEIROS TENTAM INTRODUZIR PRODUÇÃO DE OLIVA NO SEMI-ÁRIDO COM TECNOLOGIA MARROQUINA

publicado: 19/07/2004 10h00, última modificação: 17/08/2006 16h06

Da redação do Nordeste Rural.

 

Uma missão brasileira estará no Marrocos, até o dia 16 para discutir um programa de colaboração bilateral nas áreas de desenvolvimento urbano, formação profissional, recursos hídricos e agricultura. O diretor-executivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Gustavo Chianca, faz parte do grupo. No primeiro encontro com o diretor do Instituto agronômico e Veterinário Hassan II, Fouad Guessous, o diretor da Embrapa, vai tentar firmar um pacto para troca de experiências na área de irrigação e na produção de frutas e hortaliças. Marrocos possui o maior banco de germoplasma de oliva do mundo, e o Brasil está introduzindo essa cultura no semi-árido nordestino. "Essa será uma boa oportunidade para buscarmos uma troca de experiências nessa área", disse o diretor-executivo.

 

A agricultura é um dos setores vitais da economia marroquina. Oferece emprego à metade da população ativa do país, e participa com 17% do PIB. Dos 71 milhões de hectares de seu território, 40 milhões são destinados à agricultura. Segundo informações da Embaixada do Marrocos no Brasil, o objetivo do seu governo é irrigar 1 milhão de hectares de terras, para alcançar a auto-suficiência alimentícia e promover a exportação de produtos agrícolas.

 

Marrocos possui ¾ das reservas mundiais de fosfato e é o maior exportador mundial desse minério. O fosfato é um dos principais componentes da adubação, e por isso esse tema também deverá ser abordado durante o encontro dos diretores. No último dia de visita da comitiva brasileira, os dois países devem assinar um Memorando de Entendimento para ações de cooperação futuras.