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Presidente da Codevasf prestigiou a chegada da água da Transposição ao semiárido da Paraíba

A presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, participou da agenda presidencial no município de Monteiro (PB) nesta sexta-feira (10). O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, acionaram estruturas do Projeto de Integração do Rio São Francisco que levarão água a torneiras de cerca de 68 mil pessoas nos municípios de Monteiro e Sertânia (PE).
publicado: 10/03/2017 18h43, última modificação: 20/06/2018 17h35

A presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino, participou da agenda presidencial no município de Monteiro (PB) nesta sexta-feira (10). O presidente da República, Michel Temer, e o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, acionaram estruturas do Projeto de Integração do Rio São Francisco que levarão água a torneiras de cerca de 68 mil pessoas nos municípios de Monteiro e Sertânia (PE).

“Com muita alegria participamos da chegada das águas do São Francisco na casa de mais nordestinos. A responsabilidade de operar uma estrutura de tão grande importância para o Nordeste brasileiro reforça o compromisso da Codevasf com o desenvolvimento das regiões e a melhoria de vida das famílias”, destacou a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino.

Para chegar às casas de moradores nessas localidades, as águas do rio São Francisco percorrem 217 quilômetros do Eixo Leste do Projeto, atravessando cinco municípios pernambucanos. Com a abertura das comportas do reservatório de Campos, estrutura do Projeto São Francisco, a água abastecerá diretamente o riacho Barra, seguindo o curso natural até o açude de mesmo nome, em Sertânia. No açude Barra, sob responsabilidade do governo estadual, a Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) mantém sistema de captação e tratamento que beneficiará imediatamente cerca de 35 mil moradores de Sertânia.

A Compesa também está construindo a Adutora de Moxotó, para garantir o abastecimento dos municípios de Arcoverde, Pesqueira, Alagoinha, Sanharó, Belo Jardim, São Bento do Una e Tacaimbó.

Os primeiros pontos de entrega da água do rio São Francisco na Paraíba são os reservatórios São José e Poções, em Monteiro. Como o município possui sistema adutor com tratamento de água, 33 mil pessoas serão abastecidas. A expectativa é de que até abril as águas cheguem a outras 18 municípios ao longo do curso do rio Paraíba – dentre estes está Campina Grande, que enfrenta sérios problemas de abastecimento de água para cerca de 400 mil pessoas.

O Eixo Leste foi projetado para ampliar a oferta hídrica e garantir abastecimento a cerca de 4,5 milhões de pessoas em 168 municípios que sofrem com a seca prolongada nos estados de Pernambuco e da Paraíba. É composto por seis estações de bombeamento, cinco aquedutos, um túnel, uma adutora e 12 reservatórios – estruturas que cruzam os municípios pernambucanos de Floresta, Betânia, Custódia e Sertânia.

Quando forem finalizadas as obras, o Projeto São Francisco levará água para mais de 12 milhões de pessoas em 390 municípios dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. A estrutura é composta por dois Eixos: Norte, com 260 quilômetros, e o Leste, com 217 quilômetros.

“O fato é que, mais adiante, talvez em dezembro deste ano ou, quando muito, janeiro do ano que vem, nós vamos inaugurar o Eixo Norte, que leva água a outras áreas e a outros estados do Nordeste”, afirmou o presidente da República, Michel Temer, em mensagem gravada para as redes sociais.

Para acelerar as obras do Projeto de Integração do Rio São Francisco, o governo federal investiu R$ 602 milhões nos últimos dez meses.

Gestão e operação

Após concluídas as obras do Projeto de Integração do São Francisco (PISF), caberá a Codevasf a operação do sistema implantado pelo Ministério da Integração Nacional. O decreto presidencial Nº 8.207, publicado no Diário Oficial da União, em 2014, além de ratificar o novo papel da Codevasf, delimita a chamada região de integração, determina a composição do conselho gestor que vai gerir o PISF e aponta as diretrizes das atribuições do conselho.

“A Codevasf vai operar o sistema após a conclusão das obras. Nesse momento, estamos acompanhando o avanço das obras que estão sendo realizadas pelo Ministério da Integração e realizando os planejamentos necessários para a operação”, explicou a presidente da Codevasf, Kênia Marcelino.

A Companhia vai receber a infraestrutura implantada pelo Ministério da Integração ao longo do projeto (canais, estações de bombeamento, equipamentos eletromecânicos etc) para exercer as atividades de gestão, operação e manutenção das estruturas do sistema.

*Com informações do Palácio do Planalto e do Ministério da Integração Nacional

Foto: Beto Barata/PR