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Ação da Codevasf contribui para reflorestar Caatinga em Sergipe

Em Sergipe, a Codevasf tem contribuído para reflorestar áreas degradadas de Caatinga no semiárido. Por meio do projeto “Nascentes do São Francisco”, a empresa tem fornecido mudas para recuperar áreas de nascentes no município de Canindé de São Francisco, além de oferecer apoio técnico para ações de reflorestamento em áreas de nascentes no Alto Sertão de Sergipe.
publicado: 27/04/2017 14h00, última modificação: 20/06/2018 17h36

Mudas nativas vêm sendo fornecidas pela Companhia para recuperar áreas de nascentes; novos projetos vão ajudar a preservar o bioma

Em Sergipe, a Codevasf tem contribuído para reflorestar áreas degradadas de Caatinga no semiárido. Por meio do projeto “Nascentes do São Francisco”, a empresa tem fornecido mudas para recuperar áreas de nascentes no município de Canindé de São Francisco, além de oferecer apoio técnico para ações de reflorestamento em áreas de nascentes no Alto Sertão de Sergipe.

O projeto “Nascentes do São Francisco”, desenvolvido e coordenado pelo Ministério Público de Sergipe, é integrado por órgãos federais, estaduais e municipais e tem como objetivo ampliar a disponibilidade de água na região. A Codevasf produziu mudas de espécies nativas da Caatinga como angico, catingueira, pereiro, tingui, umburana, mufumbo e amendoim bravo.

A Codevasf foi uma das instituições participantes, esta semana, do I Workshop sobre a Preservação da Caatinga, promovido pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o estágio de degradação desse bioma e discutir ações para sua recuperação.

Durante o evento, foi agendada uma visita a áreas de nascentes no município de Gararu, no semiárido sergipano, com o objetivo de futuramente ser realizado um trabalho de recuperação dessas áreas.

"A Codevasf se apresenta como um órgão efetivo na recuperação de nascentes e de áreas degradadas no semiárido, diminuindo o avanço da desertificação no estado. E a expectativa é que sejamos ainda mais eficientes com a implantação do plano de nascentes e do programa de revitalização da bacia”, afirmou o engenheiro florestal Sérgio Hughes, chefe da Unidade Regional de Meio Ambiente.

Em 2015, a Codevasf doou uma área de 85,3 hectares de vegetação nativa para a ampliação do Monumento Natural Grota do Angico, uma unidade de conservação da Caatinga localizada entre os municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo. A aquisição da área foi resultado de um investimento de R$ 181 mil. Atualmente, a Codevasf elabora estudos para a doação de novas áreas para serem incorCaatingaporadas à Grota do Angico, totalizando mais de 1.000 hectares.

Rico em biodiversidade

O Dia Nacional da Caatinga, instituído por Decreto Presidencial em 20 de agosto de 2003, é celebrado todos os anos em 28 de abril.

Único bioma exclusivamente brasileiro, a Caatinga ocupa cerca de 844,4 mil quilômetros quadrados - o equivalente a 11% do território nacional – e engloba os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Sergipe e o norte de Minas Gerais.

O bioma abriga 178 espécies de mamíferos, 591 de aves, 177 de répteis, 79 espécies de anfíbios, 241 de peixes e 221 abelhas. Cerca de 27 milhões de pessoas vivem na região, a maioria carente e dependente de seus recursos para sobreviver.

A sua biodiversidade ampara diversas atividades econômicas voltadas para fins agrosilvopastoris e industriais, especialmente nos ramos farmacêutico, de cosméticos, químico e de alimentos.

Apesar da sua importância, o bioma tem sido desmatado de forma acelerada, principalmente nos últimos anos, devido principalmente ao consumo de lenha nativa, explorada de forma ilegal e insustentável, para fins domésticos e indústrias, ao sobrepastoreio e a conversão para pastagens e agricultura.

Frente ao avançado desmatamento que chega a 46% da área do bioma, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente (MMA), o governo busca concretizar uma agenda de criação de mais unidades de conservação federais e estaduais no bioma, além de promover alternativas para o uso sustentável da sua biodiversidade.

*Com informações do Ministério do Meio Ambiente

Fotografias:

https://www.flickr.com/photos/codevasf/sets/72157643324200903/


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