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Sistema de esgotamento inaugurado pela Codevasf traz ganhos ambientais e de saúde para 6 mil pessoas

Controle de poluição, revitalização do meio ambiente e redução da incidência de doenças de veiculação hídrica estão entre os principais benefícios relacionados à inauguração do sistema de esgotamento sanitário do município mineiro de Jequitaí – um ato que teve, nesta quarta-feira (1º), a presença da presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino.
publicado: 01/02/2017 18h27, última modificação: 20/06/2018 17h35

Empreendimento implantado em Jequitaí, Norte de Minas Gerais, recebeu investimentos federais de mais de R$ 15 milhões e reduz poluição na bacia do São Francisco

Controle de poluição, revitalização do meio ambiente e redução da incidência de doenças de veiculação hídrica estão entre os principais benefícios relacionados à inauguração do sistema de esgotamento sanitário do município mineiro de Jequitaí – um ato que teve, nesta quarta-feira (1º), a presença da presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Kênia Marcelino.

A obra integra o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e recebeu investimentos federais de aproximadamente R$ 15,7 milhões. Mais de seis mil pessoas serão diretamente beneficiadas pelo sistema, que realizará coleta e tratamento de esgoto. O empreendimento também evita a poluição do rio Jequitaí, promovendo ganhos ambientais e de saúde para toda a população.

“Somente no estado de Minas Gerais, nos últimos anos, foram investidos mais de R$ 122 milhões pela Codevasf em ações de revitalização como esgotamento, acesso a água, ligações intradomiciliares e contenção de processos erosivos, entre outras”, ressaltou Kênia Marcelino.

Dividido em duas etapas de implantação, o sistema de Jequitaí contemplou em uma primeira fase a construção de estação de tratamento de esgoto, 704 ligações domiciliares e a instalação de 5,7 mil metros de redes coletoras e interceptoras numa cidade que só possuía fossas. Em uma segunda fase foram implantados 23,7 mil metros de redes coletoras e interceptores e 1.444 unidades de ligações prediais, além da construção de duas estações elevatórias.

De acordo com estudos técnicos da Codevasf, o sistema de esgotamento vai solucionar pelos próximos 20 anos um grave problema sanitário do município, que são as doenças de veiculação hídrica, além de melhorar a qualidade da água, dos rios e da futura barragem que está sendo construída próximo à cidade e que será fonte hídrica para o projeto de irrigação que está sendo implantado e para consumo humano e animal de vários municípios da região.

Projeto hidroagrícola

Kênia Marcelino também realizou nesta quarta-feira visita técnica às obras da primeira barragem do Projeto Jequitaí, para análise das ações necessárias para a retomada do empreendimento. A obra integra o Projeto Hidroagrícola Jequitaí, que contempla também a futura barragem Jequitaí II e o perímetro público de irrigação. O sistema de barragens tem a finalidade de controlar cheias e regularizar as vazões do rio Jequitaí, além de viabilizar a irrigação e a geração de energia (capacidade de geração de um total de 20MW).

“O que viemos fazer aqui hoje foi anunciar a retomada dos trabalhos de regularização fundiária e ambiental. Na sequência devemos retomar a atualização dos projetos para conclusão da obra”, explicou Kênia Marcelino.

As barragens devem potencializar as atividades de abastecimento (segurança hídrica), ecoturismo, recreação, piscicultura e de outros segmentos. Os serviços, obras e desapropriações associados à primeira barragem do Projeto Jequitaí somam R$ 311 milhões e envolvem articulação entre os governos federal e estadual.

O sistema de barragens de uso múltiplo beneficiará cerca de meio milhão de pessoas em 12 municípios do norte de Minas. A área de influência do empreendimento engloba os municípios de Claro dos Poções, Engenheiro Navarro, Francisco Dumont, Jequitaí, Lagoa dos Patos, Várzea da Palma, Pirapora, Buritizeiro, Coração de Jesus, Joaquim Felício, Bocaiúva e Montes Claros.

Com a construção da barragem Jequitaí II o sistema de barragens poderá ser usado para promover irrigação. Estima-se que, uma vez concluído, o projeto irrigado, em fase de implantação pela Codevasf, será capaz de gerar cerca de 35 mil empregos diretos e 70 mil empregos indiretos. As atividades agrícolas a serem desenvolvidas fortalecerão o polo agroindustrial já existente na região; a previsão é de que a área irrigada chegue a 35 mil hectares.

Participaram da agenda de atividades da presidente da Codevasf autoridades dos poderes Executivo e Legislativo estaduais.

Peixamento

A presidente da Codevasf participou ainda de uma ação de repovoamento de bacia em Minas, desta vez no Rio Jequitaí. Foram soltos cerca de cinco mil alevinos da espécie curimatã pacu. Os alevinos foram produzidos no Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Três Marias, unidade técnico-científica da Companhia.

Peixamento em MGO biólogo Edson Vieira Sampaio, chefe do Centro Integrado, explica que esse é o primeiro peixamento realizado no Rio Jequitaí. “É uma ação que visa a recompor o estoque pesqueiro do rio e despertar a atenção da população para a importância da preservação da ictiofauna da bacia do São Francisco”, destaca. “No próximo dia 29 será realizada nova ação de repovoamento com curimatã, no município de Pains, atendendo a solicitação da população e em parceria com o Instituto Estadual de Florestas”, informa.

De acordo com Sampaio, o centro também realiza ao longo do ano atividades de educação ambiental, recebendo alunos de escolas da região, além de pesquisadores e estudantes universitários. “Em 2016, tivemos a visita de aproximadamente 570 pessoas, sendo 300 estudantes de escolas da região, que visitaram nosso centro integrado e participaram de palestras voltadas à conscientização ambiental e preservação da flora e fauna nativas”, aponta o biólogo da Codevasf.

Em 2016, o Centro de Três Marias produziu 1,2 milhão de alevinos de espécies nativas da bacia do São Francisco, utilizados em ações de peixamento. Desde 2007, os sete Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf produziram 146 milhões de alevinos, sendo 66 milhões de espécies nativas e 80 milhões de espécies não nativas, utilizadas para apoio à piscicultura extensiva e intensiva.

Apenas no ano passado, foram 12 milhões de alevinos produzidos nos centros da Companhia. Desses, 5,3 milhões foram de espécies nativas e 6,7 milhões de espécies não nativas. Os Centros também realizaram 38 ações de peixamentos com espécies nativas em toda a bacia do São Francisco no ano de 2016.

Veja fotografias:
https://www.flickr.com/photos/codevasf/sets/72157676259865653/

Ouça depoimentos citados no texto:
https://soundcloud.com/codevasf/sets/retomada-de-acoes-da-codevasf