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OLIVEIRA VAI CHEGAR AO SEMI-ÁRIDO
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Editado pela Equipe da Assessoria de Comunicação Social da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba. Brasília, 04 de março de 2005.

OLIVEIRA VAI CHEGAR AO SEMI-ÁRIDO

COM INFORMAÇÕES DA GAZETA MERCANTIL

A “árvore da eternidade” vai chegar ao semi-árido nordestino. A oliveira será implantada em áreas irrigadas no alto sertão de Pernambuco e da Bahia, além de trechos de Minas Gerais. Os testes estão sendo feitos por pesquisadores da Embrapa Semi-Árido e técnicos da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) em Petrolina. Dois israelenses estão prestando consultoria ao projeto, o professor Shimon Lavee da Hebrea University e do Volcani Center e Yuval Chen que já presta consultoria a uma empresa argentina. Os técnicos avaliam o desempenho agronômico de 15 variedades de oliveiras. A comercialização e a industrialização da oliva – para a produção de azeite – será a etapa seguinte na cadeia produtiva.

A iniciativa do cultivo de oliveira em áreas irrigadas é pioneira no país. O cultivo da oliveira foi introduzido na Ásia Menor, território hoje ocupado pela Turquia, sendo, depois, levado pelos fenícios para as ilhas gregas.

Mas foram os gregos os responsáveis pela sua cultura na bacia mediterrânea. Nos séculos XV e XVI, o cultivo das oliveiras chegou a Portugal e, posteriormente, à Espanha e Itália. Experiências de sucesso já foram feitas na Argentina e no Peru, onde foram testadas diferentes variedades da planta, adaptadas às condições climáticas de cada um desses países.

A pesquisa pretende trazer e estender para terras brasileiras a fronteira agrícola dessa cultura que se encontra em fase de expansão impulsionada pelo consumo crescente de azeite no mercado internacional.

IMPORTAÇÃO

No Brasil não há nenhum plantio em escala comercial de oliveira. O consumo dos derivados dessa cultura no País é praticamente todo importado.

Os importadores brasileiros investem anualmente cerca de US$ 600 milhões para abastecer o mercado interno com 50 mil toneladas de azeite e 35 mil toneladas de azeitona. O mercado local é considerado de grandes proporções e, por tratar-se de uma commoditie, a oliveira deverá agregar mais valores ao agronegócio brasileiro, afirma o pesquisador Joston Simão Assis, da Embrapa Semi-Árido.
As áreas tradicionais de cultivo da oliveira estão ficando esgotadas. A Península ibérica (Portugal e Espanha) e outros países mediterrâneos da Europa, onde a espécie é secularmente cultivada têm pouca capacidade de ampliar os plantios já existentes. Na América do Sul e Austrália, por outro lado, as oliveiras ganham espaços cada vez maiores. A Argentina, que responde por 70% das importações brasileiras de azeite, já possui 60 mil ha cultivados. O Chile está com 10 mil hectares e tem a meta de chegar a 14 mil ha. Na Austrália são 20 mil.

EMPRESA

Acesso ao Sitio CODEVASF.

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Acesso ao Site Integração

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Acesso Sitio São Francisco

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atualizado em 22/04/2005 09:20