O Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do São Francisco foi concebido de forma coletiva e vem sendo aprimorado de modo participativo, desde novembro de 2003. A partir do esforço inicial de um Grupo de Trabalho do Governo Federal e das contribuições de vários Ministérios e do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco, o Programa representa hoje o acúmulo de diversos estudos, planos e programas já elaborados sobre toda a bacia.
Mas ele não deve ser compreendido como um programa isolado do Governo. Seus objetivos juntam-se aos propósitos do Projeto de Integração da Bacia do São Francisco com Bacias do Nordeste Setentrional e aos objetivos dos Programas Conviver (Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Semi-Árido), do PAN-Brasil (Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca) e do Programa de Suprimento de Água para Populações Rurais e Urbanas, para compor o chamado Plano São Francisco, que estabelece as estratégias globais de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido e da Bacia Hidrográfica do São Francisco.
Dentro desse princípio, o Programa de Revitalização do São Francisco tem como objetivo maior a implementação e integração de projetos e ações governamentais visando à sustentabilidade socioambiental no território da bacia hidrográfica do rio São Francisco, assim como a recuperação de áreas degradadas, a conservação e uso racional dos seus recursos naturais, a ampliação da oferta de seus recursos hídricos, a sua despoluição e demais intervenções voltadas para o desenvolvimento sustentável dessa importante região do País.
Com esse propósito, estão sendo reunidos e produzidos novos estudos para melhor compreensão das características físicas, biológicas e socioeconômicas da bacia, visando também ao conhecimento preciso dos problemas a serem sanados, sempre buscando o cruzamento entre as diversas informações geradas. Ao mesmo tempo, ações emergenciais já estão em curso para a correção de problemas mais graves em regiões consideradas prioritárias, enquanto ações estruturantes de cunho preventivo, educativo e de mobilização social são elevadas ao mais alto grau de atenção.
A estratégia, portanto, é produzir e sistematizar conhecimento para o planejamento de ações; fortalecer as instituições que atuam sobre a bacia; mobilizar, educar e dar voz à sociedade nos processos decisórios; dar suporte em infra-estrutura física e tecnológica para gerar alternativas de desenvolvimento sustentável e melhoria da qualidade de vida; recuperar áreas degradadas e prevenir novos danos; promover o ordenamento territorial, e ainda, valorizar o patrimônio cultural e natural da bacia. Todas essas questões são tratadas de forma integrada e conduzidas de modo simultâneo, em diferentes escalas de atuação.