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Piauí

- Apicultura

O desenvolvimento da apicultura no Piauí ocorreu na década de 1970, quando uma família de apicultores do sul do Brasil, identificando o potencial da região, instalou-se na microrregião de Picos e ali implantou os primeiros apiários. Devido à localização do município e às favoráveis condições climáticas e de vegetação, Picos acabou se tornando “a capital brasileira do mel’.

A partir de 2003, com o início da atuação da Codevasf no vale do Parnaíba, a apicultura piauiense passou a contar com um forte apoio da Empresa e (DE) outros parceiros que alocaram recursos para o fortalecimento do Arranjo Produtivo.

Dentre os muitos agentes da produção de mel, destacaram-se a Federação das Entidades Apícolas do Piauí - Feapi e a Cooperativa Apícola da Microrregião de Picos - Campil, como âncoras e parceiros para implantação de novas ações. Além da atuação como entidadeS de apoio à atividade, essas instituições tinham uma proposta de alavancar o setor por meio da identificação e solução de um dos principais gargalos existentes na apicultura piauiense, a geração de tecnologia, capacitação e busca da excelência na qualidade dos produtos. A partir disto, foi implantado, em Picos, o Instituto Centro de Tecnologia Apícola do Piauí – CENTAPI, com recursos dos Ministérios da Integração Nacional e Ciência e Tecnologia, Governo do Estado do Piauí e Codevasf, inaugurado em 2009.

O papel do Centro será a padronização e qualificação de mel, derivados e materiais apícolas, dentro das exigências sanitárias e mercadológicas definidas tanto pela União Européia quanto pelos importadores americanos. Além disso, irá funcionar como uma unidade incubadora de pesquisas para novos produtos por meio de pequenas empresas do ramo.

O Centapi fará parte do Complexo Apícola do Distrito Industrial de Picos que atualmente é composto pela Central de Cooperativas Apícolas do Semiárido - Casa Apis, agroindústria com capacidade para processar 2.000 toneladas de mel por ano, e que agrega mais de 10 cooperativas dos estados do Piauí, Ceará e Pernambuco.

Além da implantação do Centapi, a Codevasf vem apoiando, desde 2004, a melhoria das condições produtivas dos pequenos e médios apicultores. Para isso foi firmado um convênio com a Associação dos Apicultores da Microrregião de Simplício Mendes - AAPI. O acordo objetivou a estruturação do entreposto, com aquisição de um desumidificador e de equipamentos para fracionamento de mel, tais como máquinas de beneficiamento tipo sachês, para atender às exigências dos mercados, interno e externo, pois, esta foi uma das primeiras associações a comercializar o mel para a Europa e Estados Unidos.

Por execução direta ou por meio de convênios com prefeituras, associações e o governo do Estado, a Codevasf, construiu e equipou mais de 20 casas de mel, em diversos municípios piauienses, além de fornecer cerca de 1.800 colméias para pequenos apicultores. Considerando uma média, ainda baixa, de 20 Kg de mel por colméia, isso representará um incremento na produção de aproximadamente 36 toneladas do produto/ano. Ademais, a empresa implantou Entrepostos de Mel e Cera nos municípios de Socorro do Piauí e Campo Maior, este com capacidade para processar cerca de 200 t/ano. O entreposto de Campo Maior, hoje totalmente equipado, atenderá no processamento, beneficiamento e comercialização, em média 12 associações em 18 municípios da microrregião de Campo Maior e Piripiri.

Além disso, a Codevasf tem realizado cursos de capacitação e treinamento na área de apicultura, abordando temas como associativismo e cooperativismo, apicultura básica e gerenciamento da apicultura.

- Cachaça

Com o objetivo de apoiar a estruturação da cadeia produtiva da cachaça, na região da Serra das Confusões, (no Piauí), em 2005, foi implantada uma unidade de envasamento e comercialização e adquiridos os insumos necessários para seu funcionamento. Posteriormente, foi realizado o registro da marca no Instituto Nacional de Propriedade Industrial - INPI, e adquiridas tanto dornas com capacidade para 5.000, 10.000 e 30.000 litros como uma unidade de beneficiamento de bagaço de cana em Palmeira do Piauí.

Em uma segunda fase, em 2006, foi efetuada a implantação de uma unidade de comercialização de cachaça no município de Palmeira do Piauí, como ponto central de estandardização, armazenagem, envasamento e comercialização da cachaça produzida na Mesorregião da Chapada das Mangabeiras.

As ações de estruturação da cadeia produtiva da cachaça tem beneficiado os seguintes municípios da Mesorregião da Serra das Confusões, (Piauí): Palmeira do Piauí, Alvorada do Gurguéia, Bom Jesus, Cristino Castro, Currais, Colônia do Gurguéia, Eliseu Martins, Manoel Emídio, Redenção do Gurguéia, Riacho Frio e Santa Luz.

- Cajucultura

Concretizando a proposta de introdução da cajucultura como atividade apoiada pelo Programa de Fortalecimento dos Arranjos Produtivos Locais, a Codevasf, além de identificar os principais gargalos dentro da atividade, começou a executar, de forma sistematizada e progressiva, ações de impacto. Depois de um processo de cadastro e seleção de famílias, a Codevasf distribuiu mais de 650 mil mudas de cajueiro anão precoce, em diversos municípios piauienses, beneficiando cerca de 1.400 famílias.

A partir de convênio com a Associação dos Produtores de Marrecas – APIM, foi implantado um jardim clonal com 1 hectare de cajueiro anão precoce irrigado e um viveiro de mudas, este com capacidade inicial para 20.000 mudas/ano, beneficiando 200 famílias. Foram realizados também cursos de capacitação em enxertia de cajueiro. Por sua vez, por meio de convênio com a Associação de Desenvolvimento Comunitário dos Moradores da Comunidade Livramento foram adquiridos equipamentos para o processamento de castanhas de caju. Os municípios contemplados foram Castelo do Piauí e São João do Piauí.

Foi implantada, também, no município de Castelo do Piauí, uma unidade para produção de cajuína, doces e beneficiamento da castanha, que atenderá a uma associação, cujos produtores exploram atualmente cerca de 200 ha de cajueiros.

- Caprinovinocultura

Muitas ações da Codevasf voltaram para o fortalecimento da caprinovinocultura, uma das atividades mais difundidas e exploradas no vale do Parnaíba pela agricultura familiar, sendo que o Piauí destaca-se como o segundo maior rebanho caprino do Brasil, atrás somente da Bahia.

O primeiro passo na busca para o desenvolvimento da caprinovinocultura na região foi por meio do melhoramento genético do rebanho, da transferência de tecnologia e da inserção de animais melhoradores nas pequenas propriedades, sem esquecer a formação de pastagens nas áreas de criatórios. Essa meta resultou em um projeto de implantação, em São João do Piauí, do Centro de Manejo e Reprodução de Ovinos e Caprinos , concretizado por meio de convênio com a Embrapa-Meio Norte, em 2004. O Centro tem à disposição dois grandes apriscos, área de formação de pastagens e bancos de proteína, aquisição de equipamentos, reforma de galpões e, principalmente, um plantel de matrizes e reprodutores geneticamente superiores, a fim de introduzir um programa de manejo reprodutivo, possibilitando a médio prazo a introdução das proles em comunidades de criadores.

Paralelamente, a Codevasf firmou um convênio com o governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural, objetivando a implantação de 15 Unidades de Transferência de Tecnologia (UTTs), a serem instaladas em pequenas propriedades de, no mínimo, 20 ha em que o atual proprietário já explorasse a caprinovinocultura.

Em 2006, foi firmado novo convênio com a Embrapa-Meio Norte, buscando dar continuidade ao programa de melhoramento genético. Depois da reprodução dos animais adquiridos no primeiro ano, a próxima etapa foi o cadastro de pequenas propriedades para a introdução de reprodutores visando a melhoria dos rebanhos. Atualmente, vem sendo aumentado o número de UTTs.

Além disso, também como estratégia de fortalecimento da caprinovinocultura na Serra das Confusões, a Codevasf tem investido na estruturação hídrica em pequenas comunidades rurais. Neste sentido, já foram perfurados e instalados 8 poços tubulares profundos, acoplados a bebedouros para animais, tendo sido recuperados também 10 barreiros de terra.

- Produção Agroecológica Integrada e Sustentável - PAIS

Em 2008, a Codevasf e o Sebrae firmaram parceria para implantação da Produção Agroecológica Integrada e Sustentável também no vale do Parnaíba, beneficiando, em uma primeira etapa, os municípios piauienses de Batalha, Matias Olímpio, São João do Arraial, Joaquim Pires, Esperantina e Porto.

atualizado em 13/04/2010 10:07