O potencial de industrialização do caranguejo-uçá do Delta do Parnaíba foi tema de seminário na cidade de Parnaíba (PI), visando reduzir os desperdícios que vêm ocorrendo na cadeia produtiva, adotando práticas modernas de aproveitamento e de agregação de valor à matéria-prima. Segundo o presidente da Codevasf, Luiz Carlos Everton de Farias, dentre outros objetivos específicos, o seminário avaliou a infra-estrutura de processamento de pescado existente no Território da Planície Litorânea do Parnaíba com vistas a verificar a possibilidade de adaptação dessas instalações para o aproveitamento industrial do caranguejo-uçá capturado no Delta do Parnaíba. Com a realização dos estudos sobre a potencialidade da industrialização do crustáceo encontrado na região, a Codevasf espera que sejam adotadas práticas modernas de aproveitamento e de agregação de valor à matéria-prima, avaliando a possibilidade de implementação de processos industriais de beneficiamento da carne de caranguejo, com a obtenção de produtos inspecionados pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SIF), atendendo a elevada demanda por produtos processados, como patinhas, casquinhas e tortas de caranguejo.
Fortalecendo parcerias A Codevasf e o Banco do Brasil buscam fortalecer as relações institucionais e definem a estratégia de convergência de ações para os APLs (Arranjos Produtivos Locais) no Piauí. As ações prioritárias para atuação incluem investimentos coletivos, mobilização e organização social, capacitação, assistência técnica, pesquisa e infra-estrutura. Dentre as ações da Codevasf, consta a implantação de um centro de manejo e reprodução de ovinos e caprinos, em São João do Piauí, visando à capacitação de produtores, transferência de tecnologia e melhoramento genético do rebanho na região. A iniciativa vai beneficiar, pelo menos, oito municípios: São João do Piauí, São Raimundo Nonato, Dom Inocêncio, Conceição do Canindé, Oeiras, Simplício Mendes, Ribeira do Piauí e Socorro do Piauí.
Hidrovia do São Francisco A Codevasf celebrou nesta quarta-feira (27/9), às 10 horas, em Brasília, convênio com a Fundespa (Fundação de Estudos e Pesquisas Aquáticas), ligada ao Instituto de Oceanografia da USP, que detém no Brasil a tecnologia necessária a execução das ações do Projeto Hidrovia do São Francisco, no valor de R$ 11,5 milhões. Segundo o presidente da Codevasf, Luiz Carlos Everton de Farias, a recuperação da Hidrovia do São Francisco terá influência direta na revitalização do rio, pois as obras de derrocamento, de dragagem, de aprofundamento e de proteção das margens ampliarão a navegabilidade, oferecendo melhores e mais rápidas condições de logística para o escoamento da safra de grãos do oeste da Bahia. Ele acrescentou que, se nada for feito no curto prazo, o rio apresentará, em poucos anos, trechos assoreados e em processo contínuo de alargamento a cada cheia anual. As soluções propostas pela Codevasf não causarão impacto ambiental, pois serão ações vinculadas à bioengenharia, amplamente testadas nos EUA, na Europa e no Japão, com o objetivo de revitalizar o rio.
Fórum da revitalização A Codevasf vai promover uma série de atividades por ocasião dos 505 anos do rio São Francisco, comemorados no dia 04 de outubro. Os eventos acontecem de 4 a 6 de outubro no município de Petrolina (PE). A programação inclui peixamento simbólico, plantio simbólico de mudas de espécies nativas, procissão e missa na Ilha do Massangano, mostra de trabalhos de alunos da Univasf, além da instalação da Colmeia, que acontece dia 4 de outubro. A instalação da Colmeia - Fórum Intermunicipal da Revitalização da Comissão Local de Meio Ambiente e Ação Socioambiental - está marcada para sexta-feita (06/10), no Centro de Convenções de Petrolina (PE). O objetivo do Fórum de articulação intermunicipal é viabilizar a integração de todos os atores sociais e governamentais que têm responsabilidade com a revitalização do São Francisco. |