Brasília, 31 de Outubro de 2008

Editado pela Equipe da Assessoria de Comunicação da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do
São Francisco e do Parnaíba.

Sistema Itaparica produz sementes fiscalizadas de feijão

A Superintendência Regional da Codevasf, em Petrolina (PE), e a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf), através dos profissionais da assistência técnica e extensão rural, viabilizaram a inclusão no programa de produção e distribuição de sementes do governo do estado de Pernambuco de agricultores familiares, dos Perímetros Irrigados do Sistema Itaparica: Fulgêncio e Brígida, localizados nos municípios de Santa Maria da Boa Vista e Orocó, em Pernambuco. O programa é desenvolvido pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), destinado à produção de sementes fiscalizadas de feijão vigna, variedade marataoã - conhecida como feijão de corda.

Nos dois Perímetros Irrigados, 126 hectares estão plantados com o vigna. A colheita está prevista para os meses de novembro e dezembro deste ano e a expectativa é de que, até o final da safra, sejam colhidas cerca de 190 toneladas de sementes que serão beneficiadas e distribuídas em janeiro e fevereiro de 2009.

“A parceria foi viável porque os produtores reassentados do Sistema Itaparica atendem aos requisitos do programa que contempla exclusivamente agricultores familiares que pertençam a associações ou sindicatos rurais”, disse o engenheiro agrônomo, Osnan Ferreira, da Codevasf, em Petrolina (PE).

Por meio desse programa, o produtor tem um contrato de compra garantido e o preço assegurado, antes mesmo da colheita. “O preço que o Governo do Estado paga pelas sementes fiscalizadas é superior ao praticado no mercado”, disse o chefe do Centro de Produção e Comercialização do IPA, Everaldo Lima, em Petrolina, acrescentando que um dos principais objetivos desse programa é fortalecer a comercialização. “Todas as entidades envolvidas estão trabalhando para melhorar a qualidade de vida dos agricultores familiares”, ressaltou Lima.

O agricultor Expedito Aureliano Neto está cultivando feijão em uma área de 1,25 hectares. “Produzir sementes fiscalizadas requer bastante cuidado no manejo”, explica o agricultor, adiantando que pretende continuar produzindo para o programa. “O preço pago pelo quilo da semente é satisfatório e a certeza de que vou receber o pagamento me deixa animado para continuar”, finalizou Expedito.

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