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Baixo São Francisco

Abrange áreas de várzeas marginais do rio São Francisco em Alagoas e Sergipe, onde tradicionalmente se produzia arroz aproveitando a estação chuvosa e estruturas hidráulicas. Abrange também áreas do Agreste e Sertão desses estados. Com a construção da hidrelétrica de Sobradinho, acarretando inundação parcial da área cultivada, a Codevasf planejou e construiu os projetos de irrigação e drenagem, dotados de proteção através de diques.

Encontram-se nesse polo os perímetros Betume, Cotinguiba/Pindoba, Propriá, Boacica e Itiúba, totalizando 10.507 ha; o Marituba, em implantação, com 3.136 ha; o Projeto Jacaré/Curituba, em implantação, com 1.849 ha de área irrigável, sendo 1.708 ha com sistema de irrigação localizada e 141 ha com sistema de irrigação por aspersão convencional; e ainda o Sistema Xingó, onde a fase de estudos de viabilidade de aproveitamento de uso múltiplo dos recursos naturais já foi concluída, abrangendo inicialmente uma área de 33.000 ha e com perspectiva de geração de 99 mil empregos diretos e indiretos. Atualmente, estão sendo implementadas as ações necessárias para confecção do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) do projeto, visando à obtenção da licença ambiental de instalação.

Paralelamente ao cultivo do arroz por inundação, é explorada a fruticultura nas áreas mais elevadas das várzeas, onde o método de irrigação utilizado ainda é aspersão convencional e microaspersão.

Nos últimos anos, tem crescido nos perímetros de irrigação do lado alagoano o cultivo da cana-de-açúcar que é matéria-prima para a fabricação de açúcar e álcool nas usinas da região. O baixo São Francisco possui grande potencialidade para o desenvolvimento da aquicultura, dispondo dos Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Itiúba (5ºCII), em Alagoas, e de Betume (4ºCIB), em Sergipe.

A região abriga ainda o Centro de Referência em Aquicultura do São Francisco (CERAQUA-SF) e as Unidades de Beneficiamento de Pescado de Penedo e Pão-de-Açúcar, em Alagoas, e de Propriá, em Sergipe. Apresenta também grande potencialidade de desenvolvimento para as atividades de apicultura e ovinocaprinocultura, já existindo diversos empreendimentos implantados e em implantação na região. Localizam-se nesse polo os projetos de irrigação Platô de Neópolis e Pindorama, além das Unidades de Transferência de Embriões de Batalha e de Nossa Senhora da Glória.

Os principais produtos e empreendimentos agrícolas e agroindustriais privados desse polo são:

  • Feijão, milho e algodão: COOPERGLÓRIA e Grupo Coringa;

  • Derivados de suíno: AGROBASF;

  • Derivados do leite: Indústria de Laticínios Palmeira dos Índios S/A – ILPISA, Laticínios Batalha, Cooperativa Pindorama, Indústria de Laticínio Nativille, Associação de Caprinocultores de Nossa Senhora da Glória – ASCA, COOPERAGRO, COOPDELMI, CARPIL, COOFADEL e COOPASIL (leite de cabra);

  • Cana-de-açúcar (açúcar e álcool combustível): Agro Industrial Marituba, Penedo Agro Industrial Ltda. – PAISA e Cooperativa Pindorama.

  • Derivados de arroz: Usina de Beneficiamento de Arroz – UBA e outras 20 pequenas indústrias de beneficiamento;

  • Calcário: Mineração Barreto – MIBASA;

  • Milho: INDAP – Indústria Alimentícia de Propriá;

  • Frutas e cítricos: Samam Agrícola e Coojardim Cooperativa (produção), ASCONDIR (comercialização) e Cooperativa Pindorama;

  • Arroz e peixe: COAPRI, COOCESE, COOPEIXE, Frigorífico Asa Branca, Sibra Aquicultura S/A, Piscicultura São Pedro (Luís Cavalcante Produtor Rural), AQUIPEIXE e Associação dos Piscicultores da Fazenda Nova Esperança;

  • Mel de abelha: COOPEAPIS.

atualizado em 16/03/2010 16:13