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EMMANUEL LIAIS (1826-1900)

Astrônomo francês, foi convidado por D. Pedro II para dirigir o Imperial Observatório do Rio de Janeiro, criado por decreto, em 1846, com a finalidade de orientar os estudos geográficos e astronômicos do território nacional e atender às necessidades de navegação.

Em 07 de setembro de 1858, numa expedição ao Paraguai para observar o eclipse total do sol, Emmanuel Liais, também astrônomo do Observatório de Paris, concluiu que existia uma terceira atmosfera solar.

Liais publica no Brasil numerosas memórias sobre observações de cometas, um dos quais é descoberto por ele, em 1860, em Olinda. É, também, autor da hipótese de que as variações de coloração das manchas escuras de Marte são provenientes de sua constituição vegetal.

Recebe do Governo Imperial a incumbência de estudar a Bacia do São Francisco, desde a nascente até a foz do Rio das Velhas. Com a colaboração dos engenheiros brasileiros Eduardo José de Morais e Ladislau de Souza Melo Neto, editou em Paris, em 1865, a HIDROGRAFIA DO ALTO SÃO FRANCISCO E RIO DAS VELHAS.

Liais faz um estudo consciencioso do Rio das Velhas, a partir de Sabará. Ilustra suas cartas com múltiplas seções de vazão, levantadas em vários trechos, determinando coordenadas geográficas que melhor fixam o caminho percorrido. As descargas do Rio das Velhas são repetidamente calculadas em metros cúbicos.

Bibliografia:

ROCHA, Geraldo. O rio São Francisco: fator precípuo da existência do Brasil. 4. ed. São Paulo: Nacional, 2004. 301 p. (Brasiliana).

ENCICLOPÉDIA Mirador Internacional. São Paulo: Encyclopaedia Britannica, 1990. 20 v. il.

atualizado em 13/04/2010 15:19