Ministério da Integração Nacional
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Consórcio Hidroservice-PRC, para o DNOCS
Considerava uma tomada d'água em Cabrobó, uma redução de vazão firme para geração de energia de 2.000 para 1.570m3/s, uma área irrigada de 1.547 mil ha, sendo 812 mil no Vale (acréscimo de consumo de 200m3/s) e 735 mil ha nos estados favorecidos com a transposição de 230m3/s, e concluía que as reduções de energia firme das usinas não chegariam a afetar sua potência garantida.

Mesmo no caso máximo analisado, referente a uma área irrigada de 2.069 mil ha (812 mil no São Francisco e 1.257 mil na transposição) com redução da vazão no São Francisco de 2.000 para 1.400m3/s, não se verificava redução na capacidade de geração de energia firme de ponta das usinas consideradas (conjunto Sobradinho-Itaparica-Moxotó/Paulo Afonso-Xingó), não sendo afetada, portanto, sua potência garantida. As reduções constatadas referiam-se exclusivamente à energia firme de base.

A realização do programa de irrigação abrangendo 1.547 mil ha implicaria na diminuição de cerca de 227 GWh/ano na geração de energia firme do citado conjunto de usinas, levando a uma redução total de 6.810 GWh/ano num período de 30 anos, ou seja, uma redução de cerca de 16% da geração firme atual. Para equilibrar essa redução, e considerando que se trata exclusivamente de energia de base, seria necessária a instalação de 971 MW, admitida uma reserva de 25%. Essa seria a ordem de grandeza energética que, no prazo de 30 anos, deveriam ser adicionadas paulatinamente ao sistema CHESF para fazer frente a essa redução.

atualizado em 31/07/2006 19:42