De acordo com as características geopolíticas do vale do São Francisco, praticamente tudo que se refere ao Nordeste, ao Polígono das Secas e ao Semi-Árido é aplicável a essa região.
Pela dimensão de seu PIB e de sua população, o Nordeste apresentaria uma economia de porte razoável, com PIB equivalente ao de países como a Grécia ou a Venezuela e população superior à da Espanha, Coréia ou Argentina; em relação ao PIB per capita, se situaria, de acordo com classificação adotada pelo Banco Mundial, entre os de países de renda média baixa (próximo à Colômbia, Peru e Tunísia).
Nos anos compreendidos entre 1960 e final dos anos 90, foi expressivo o desempenho de sua economia, que exibiu crescimento médio anual de 4,7%, muito próximo do brasileiro (5%) e semelhante ao dos países de renda média. Esse crescimento, que acompanhou, de perto, as flutuações da economia brasileira com a qual a região se viu cada vez mais integrada, foi comandado por processo de industrialização induzida por incentivos fiscais, que produziu modificações importantes em sua estrutura produtiva.
Nos anos 90, a participação setorial na formação do PIB do Nordeste era: agricultura (15,1%), indústria (27%) e serviços (57,9%). Esses números indicam haver uma clara tendência de expansão do setor serviços, além de demonstrar uma perda de importância relativa do setor agropecuário, cuja participação no PIB regional sofreu uma redução de 50% nas três décadas de apoio governamental praticado no período pós-SUDENE.
No caso específico do Vale, essa perda de importância relativa da agricultura também foi observada, mas com menor intensidade. Isso por conta da expansão da agricultura irrigada, cujo desenvolvimento está tendo lugar com base em projetos que utilizam tecnologia mais avançada, caracterizados por uma maior relação capital/produto, diferente do que ocorre nas áreas de agricultura de sequeiro, exploradas em condições de cultivo tradicional.
As atividades agropecuárias no Vale tendem a apresentar maior dinamismo, mormente por conta da expansão da agricultura irrigada e pela crescente integração entre as atividades agrícolas e agroindustriais. Essa integração, aliás, faz parte da estratégia de desenvolvimento posta em prática no Vale.
A boa performance de longo prazo da economia do Nordeste também foi acompanhada de melhorias significativas nos indicadores sociais em geral.
Informações atualizadas sobre dados macroeconômicos e regionais constam do site www.ipeadata.gov.br.
atualizado em
08/08/2006 19:32