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Emmanuel Liais

EMMANUEL LIAIS (1826-1900)

Em 15 de outubro de 1827, o Governo Imperial determina que o Observatório Astronômico do Rio de Janeiro deve orientar os estudos geográficos, e astronômicos do território nacional e atender às necessidades de navegação. Só vinte anos depois, começa a ser eficiente com a denominação de IMPERIAL OBSERVATÓRIO, instalando-se no Morro do Castelo.

Em 07 de setembro de 1858, organiza-se uma expedição ao Paraguai para observar o eclipse total do sol e Emmanuel Liais, astrônomo françês do Observatório de Paris, chega a conclusão da existência de uma terceira atmosfera solar.

Convidado por D. Pedro II, Liais só aceita o cargo de diretor do Imperial Observatório, após revogação do parágrafo do documento que vincula o Observatório à Escola Militar.

Liais publica no Brasil numerosas memórias sobre observações de cometas, um dos quais é descoberto por ele, em 1860, em Olinda. É, também, autor da hipótese de que as variações de coloração das manchas escuras de Marte são provenientes de sua constituição vegetal.

Recebe do Governo Imperial a incumbência de estudar a Bacia do São Francisco, desde a nascente até a foz do Rio das Velhas.

Com a colaboração dos engenheiros brasileiros Eduardo José de Morais e Ladislau de Souza Melo Neto, edita em Paris (1865) a HIDROGRAFIA DO ALTO SÃO FRANCISCO E RIO DAS VELHAS.

Liais faz um estudo consciencioso do Rio das Velhas, a partir de Sabará. Ilustra suas cartas com múltiplas seções de vazão, levantadas em vários trechos, determinando freqüentemente coordenadas geográficas que melhor fixam o caminho percorrido. As descargas do Rio das Velhas são repetidamente calculadas em metros cúbicos.

atualizado em 29/03/2006 11:16